quarta-feira, maio 31, 2006

Van Morrison

Raramente compro um CD, não sou fanática por música, não faço ideia do que anda aí pelo mercado e também não sou fã de concertos. Digamos que não tenho aquela veia musical. O meu irmão tinha lá para casa dois CD de Van Morrison que eu curto bastante, Magic Time e The Ealling Game.
Nesse dia passei por uma loja de discos (que não vou dizer o nome...no meu blog não faço publicidade gratuita) a ver se arranjava um cd qualquer de Van Morrison. Como não sou uma discomaniaca e conheço muito pouco da discografia deste artista, esperava-me uma tarefa dificil. Cheguei à loja e procurei no pop rock a letra V, e lá estava Van Morrison (estava no bom caminho!).
Os problemas surgiram quando vi que deviam lá estar, entre separadores, uns 5 albúns. E agora qual escolho?! Huumm, como não me informei sobre o assunto vou ter de escolher com base no preço e na imagem da capa... Como um burro a olhar para um palácio, vi o preço e se era duplo ou não. Optei pelo mais barato.
Quando vou pagar, o homem que estava na fila atrás de mim. Olhou para mim e disse: Leva aí o melhor album de Van Morrison!
:) Qual seria?!...

terça-feira, maio 30, 2006

Circuito Nacional de Boulder


Este fim de semana irá ter lugar a primeira Prova do Circuito Nacional de Boulder, na baía dos Golfinhos, junto ao Forte de Caxias em Oeiras. A organização é da responsabilidade da Associação de Desportos de Aventura Desnível e da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril e conta com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras.
A competição terá início ás 10h de sábado, sendo que as finais ocorrerão às 20h. Haverá ainda lugar a jantar e festa de encerramento.
Aqueles que escalam ou blocam estão desde já intimidados a vir participar nesta grande prova de escalada, que conta desde já com inúmeros apoios. Aqueles que não escalam, não deixem de passar por cá para ver e apoiar o pessoal a "voar" nos blocos abertos pelo Fred Silva e Mário Albuquerque.

domingo, maio 28, 2006

Psico-bloc... ahhhhh!!!

Em vez de ir para uma escola de escalada conhecida, escalar com corda e dar uns baldozinhos da tanga, nalgum projecto que teima em não sair, optei por variar e fui até Sesimbra ao Encontro de Escaladores (ou direi de psico-blocadores?!) organizado pelo João Gaspar e Carlos Pereira. O encontro não foi bem de escalada, porque os fanáticos do encontro passaram mais tempo dentro de água e a bouldar do que a provar as novas vias da falésia de Sesimbra.

Conforme estava prometido, as temperaturas subiram e a água estava quente. Havia três barcos de apoio à disposição do pessoal e montes de fanáticos, ora a escalar, ora a voar, ora a nadar... ora simplesmente a escaldar ao sol.


A assistência

Já existem um bom número de linhas de psico-bloc abertas pelo Gaspar, Carlos e Roxo. Há para todos os gostos, desde V+ a 7b, passando por travessias rente ao chão a vias de 15 metros. É um horizonte de hipóteses.

Rui no 6c

O engraçado sobre este estilo de escalada, é que como não se tem magnésio nas mãos, as presas estão molhadas e estamos cheios de medo de cair na água mole, agarramo-nos às presas até as esmagarmos, o que dá como resultado certo, braço inchado em menos de meia dúzia de passos e splash no momento seguinte... (ás vezes, ou a maior parte das vezes o splash vem antes do braço inchado, vai-se lá saber porquê...).

O pessoal orientou-se todo entre as inúmeras linhas de psico e os barcos na água. O ambiente esteve em alta, com muitos encadeamentos e muitos banhos. O Cuca encadeou o 7b e abriu uma nova linha ainda mais dura, esperam-se agora novas repetições. O Filipe e o Nuno chegaram tarde e só provaram uma linha de psico que encadearam sem pestanejar, claro!

Aqui fica um boa sequência minha numa linha de um psico-bloc...

No final do dia, estafados de blocar e de nadar foi tudo para a sardinhada no Lobo do Mar. Depois do jantar a organização tinha preparado uma mini sala de cinema para vermos o filme de escalada do João Gaspar. Finalmente tive a oportunidade de ver o maior voo da história da escalada Nacional, quiçá do Mundo... João Gaspar a voar os 80 metros da falésia do Fojo atado a uma corda. Simplesmente... Inumano! No final o Cuca ainda mostrou um filme de bloco na Serra da Estrela. Grande som, grandes blocos, muita neve, alguns baldos e muitos encadeamentos. A pedido de muitas famílias a ver se fazem uma cópia para o pessoal.

Parabéns à organização pelo sucesso do encontro e pelas linhas de psico-bloc abertas!

Aqui ficam umas fotos para meter inveja ao pessoal que não foi curtir a adrenalina dos possíveis ou quase certos baldos na água. E não há que temer, porque a água é mole! ;)

Eu no aquecimento (linha aberta pelo Roxo e guapissima!)

A entrada para o psico-bloco

O mestre, Carlos Pereira em acção a 15 metros da água

Pé após psico-bloc com Stinga, Boreal

Eu na saída de mais um bloco

A assistência

sexta-feira, maio 26, 2006

Encontro de escalada em Sesimbra

Este fim de semana vai ser o grande encontro de escalada em Sesimbra. Parece que além da escalada habitual com corda vamos poder desfrutar também das inúmeras linhas de psico-bloc abertas pelo pessoal do "mergulho".

O tempo adivinha-se guapissimo, por isso não há desculpas. Os termómetros vai passar os 30º e com o microclima da falésia sesimbrense espera-se mesmo que o mercúrio chegue aos 40º.


Com estas condições é indispensável trazerem o fato de banho e os pés de gato que têm perdidos no baú!!! O protector solar e as braçadeiras também podem dar jeito...

Aqui ficam umas fotos de um passeio de canoa que dei por estas bandas, há um ano atrás. Enjoy....

Nuno a "psico-blocar"

Mais psico-bloc

quinta-feira, maio 25, 2006

Glossário de Escalada

Como sei que, felizmente, há mais gente a visitar este blog além de escaladores, decidi fazer este pequeno glossário com os termos vulgarmente usados na escalada.

  • 6b+, 7a, ... - As vias são cotadas por grau de dificuldade. Em Portugal usa-se a escala francesa. Assim, do mais fácil para o mais dificil vem: V, V+, 6a, 6a+, 6b, 6b+, 6c, 6c+, 7a, 7a+, 7b, 7b+, 7c, 7c+, 8a, 8a+, 8b, 8b+, 8c, 8c+, 9a...
  • À vista - Encadear uma via sem nunca a ter provado e sem nunca ter visto ninguém a escalá-la.
  • Abrir a porta - Não aguentar o peso do corpo num movimento dinâmico e soltar-se da parede, normalmente é acompanhado pelo comentário "Já foste!".
  • Ambiente - Via equipada por escaladores duros onde a imagem de marca é o grande distanciamento entre as protecções. Normalmente passa-se medo neste género de vias.
  • Apertar - Quando um escalador, a meio de uma via ou bloco, morde o lábio ou mete a língua de fora e franze a testa, ou deixa fluir uns sons estranhos. Significa que a via está difícil e que o escalador tem de se esforçar.
  • Aplat - Denominação dada a uma presa que não tem propriamente um sítio para se agarrar. Normalmente é plana e são necessárias condições de "grip" muito próprias (temperaturas baixas).
  • Bajolo - Grande presa, também designada presa "inumana".
  • Bidedo - Buraco na rocha, onde supostamente só cabem 2 dedos.
  • Bife - Bocado de pele que sai de um dedo e que, em certos casos, pode impedir o escalador mais fanático de escalar.
  • Bloca - Usa-se esta expressão, das duas uma, quando se chega ao cimo de uma via, ou quando o escalador afrouxou e ao ver que não tem hipóteses de progredir na via, prefere dizer bloca em vez de voar.
  • Boulder - Escalar pequenos blocos de pedra sem corda. Quando não se encadeia cai-se no chão por cima de um crash-pad. Também se conta com a ajuda de outros escaladores para controlarem a queda.
  • Cagada - Definição dada a uma via que esteve de projecto durante muito tempo e finalmente foi encadeada por um duro.
  • Chorreira - Formação interessante na rocha, caraterizada por parecer uma escorrência. Normalmente, é preciso uma técnica apurada para se escalar nestas vias.
  • Clássica - Escalar uma parede com recurso a friends e entaladores para servirem de segurança. Neste estilo de escalada as protecções não abundam e normalmente escala-se com ambiente.
  • Corda - Bem precioso de um escalador que serve de segurança a este.
  • Crash-pad - Colchão que serve para proteger quedas quando se faz boulder.
  • Decotador - Escalador que se sente muito forte e acha que todas as vias estão cotadas fácil, e normalmente volta a graduar as vias meio ou um grau abaixo.
  • Descanso - Acto que um escalador procura com frequência a meio de uma via e que serve para este recuperar do inchaço dos braços. Escaladores experientes, conseguem descansar entalando-se na rocha e largando as mãos.
  • Desportiva - Estilo de escalada, onde a rocha já foi preparada anteriormente e encontra-se repleta de plaquetes e tiges.
  • Encadear - Escalar uma via sem nunca cair, nem agarrar-se as expresses.
  • Entalamento - Entalar os dedos nos buracos de tal forma que não é necessário fazer força.
  • Escalar em top - Escalar com a corda por cima. Afrouxar. Usando esta técnica o escalador não "voa" e, supostamente, não passa medo.
  • Escola de Escalada - Nome dado a uma falésia repleta de tiges ou plaquetes e tops, colocados normalmente de forma sensata.
  • Expresse - Dois mosquetões ligados por uma fita que são essenciais para se progredir numa via com segurança. Estes objectos são colocados nas plaquetes ou tiges e é onde se coloca a corda que nos segura.
  • Fanático - Um escalador que passa a vida a escalar ou a pensar em escalar e que vai sempre escalar, quer faça chuva quer faça sol.
  • Flash - Encadear uma via após ter visto alguém a escalá-la ou alguém lhe diz os passos da via.
  • Frouxo - Alguém que tem por hábito afrouxar numa via (não ir para cima). Fenómeno que acontece com frequência quando a protecção fica abaixo dos pés.
  • Ganda Baldo - Ocorre quando o escalador cai no momento em que tinha a última protecção a uns 3 metros dos pés.
  • Inumano - Expressão muito interessante que é usada para designar tudo, desde "presa inumana", a "via inumana", passando por "estás inumano", etc...
  • Invertida - Presa que se estivesse colocada ao contrário seria uma boa presa.
  • Já foste! - Expressão usada quando o escalador tá a 0,5 segundos de cair.
  • Lançamento - Movimento que se faz de uma presa para outra em grande velocidade, em que normalmente se fica com os pés no ar.
  • Lavada - Designação dada a uma via que já foi escalada milhares de vezes, de tal forma, que em algumas presas é possível vermos reflectida a nossa imagem.
  • Lesão - Uma cena muito má que, infelizmente, acontece com bastante frequência na vida de um escalador. Consoante a gravidade ou o escalador deixa de apertar ou deixa mesmo de escalar.
  • Levantar a asa - Fenómeno muito característico de um escalador em apuros e que está prestes a cair de uma via. Acontece quando o cotovelo levanta-se acima da cabeça, e o antebraço fica com o dobro do tamanho (inchaço). Esta técnica é também usada, regularmente, por alguns escaladores com resultados bastante efectivos.
  • Nº de ensaios - Número de vezes que o escalador tenta uma via.
  • Pés de gato - Calçado que o escalador usa para progredir na via. Tem uma goma na sola e, normalmente, usa-se dois números abaixo do calçado habitual.
  • Pilha - Expressão usada para designar bloca. Se for pilha-forte é porque a coisa tá dura.
  • Presa - Qualquer coisa na rocha que nós agarramos e com isso progredimos na via.
  • Projecto - Uma via dura que teima em não deixar ninguém encadeá-la.
  • Protecção - São as plaquetes ou tiges que estão colocadas na via e que serve para nossa segurança quando a escalamos.
  • Psico-bloc - O mais radical da escalada. Escala-se em falésias que dão para a água. Quando não se encadeia dá-se um granda mergulho.
  • Regleta - Pequena presa onde só cabe uma falange dos dedos.
  • Sacar - Significa que o escalador encadeou uma via dura.
  • Tigre - Designação dada a alguém muito, mas mesmo muito forte, ou que se sente muito forte.
  • Top - A melhor imagem de um escalador. É o final de uma via.
  • Trabalhado - Quando o escalador encadeia a via após n número de ensaios.
  • Tridedo - Buraco na rocha, onde supostamente só cabem 3 dedos.
  • Venga - Expressão retirada do castelhano e que traduzindo para português quer dizer "vai lá". Usa-se para incentivar o escalador quando este está a meio de uma via ou bloco e está em apuros. Esta expressão também é usada de um modo carinhoso para designar a comunidade escaladora "Os venga, venga".
  • Via - Pedaço de rocha preparado ou não para se escalar.
  • Voar - Quando se cai numa via equipada com ambiente.

Provavelmente esqueci-me de alguns termos ou algumas expressões. Se entretanto me lembrar faço um update a este glossário.

segunda-feira, maio 22, 2006

Fim de semana pelas Buracas e Poios

A falésia onde costumo escalar e onde sou "local" é a Fenda, mas se tivesse de eleger um fim de semana de escalada perfeito, teria de ser um repartido entre Poios e Buracas. Sem dúvida que estas duas falésias concentram umas das melhores vias de escalada de Portugal! A envolvência do local, a paisagem, as aldeias, o convívio, a noite ao relento, as caminhadas, são motivos de sobra para me entusiasmarem a ir escalar para lá.

Fomos no sábado de manhã e começámos por Poios no sector Nuestros Hermanos, sob calor intenso. Na verdade a época de Poios já acabou, agora é já só época para fanáticos. Sim porque tem de se estar fanático para querer escalar e apertar nestas condições.


Nicola a aquecer

Sem dúvida que nas Buracas triunfou-se mais. Quando lá chegámos, já a falésia estava dominada por um grupo de brasucas e mais uns quantos escaladores que apertavam nas vias do sector El Dourado. Depois da manhã "mole" a esturricar em Poios, onde o único que triunfou foi o Nicola, ao encadear "Aquele abraço" (7b+), eu lá apertei sob a aragem fresca das Buracas do Casmilo e encadeei a "Vamos ao Circus" (7c). O Marcel, membro brasuca da outra expedição levou a "Cachiba" (7b).

Eu nos últimos passos da Vamos ao Circus


Os mestres Zé e Leo, ali andaram no projecto das Buracas, que será o primeiro 8c de Portugal. Os dois lá vão evoluindo devagarinho na via. Um dia quando menos esperarem vão sentir aquela brisa (a do encadeamento) e assim, como se de um V se tratasse, vão escalar e encadear a via, e vai parecer cag...!!!


Zé Abreu no 8c


Leo no 8c

A seguir ao dia de escalada seguiu-se mais um jantar animado, no restaurante da Redinha, e foi tudo dormir para a igreja.

No dia seguinte voltámos ao Nuestros Hermanos, mas agora com o tempo encoberto foi fácil apertar e eu saquei uma das melhores vias do sector, a "Robie Flower" (7c). O Magno motivou-se e também levou "Aquele Abraço" (7b+) ao segundo. O pessoal do microondas também apertou e a Inês, o Mc Fly e o João levaram "O velho, o tractor e o miúdo" (7a).

Eu na Robie Flower

A tarde foi passada nas Buracas com os mestres a darem tiros no 8c e o resto do pessoal no El Dorado. O Marcel voltou a encadear, desta vez foi a "Circus para o touro" (7b) e o Leo passeou-se na "Bute para a circus" (7c+) que tem um ar buenissimo!

Quando não se escala...

O fim de semana acabou cedo, e regressámos a Lisboa para mais uma semana de trabalho.

sexta-feira, maio 19, 2006

Livro de cabeceira

Para que o meu blog não seja só escalada aqui fica a ideia de um bom livro para ter na mesa de cabeceira.

Confesso que a primeira vez que li Paul Auster estava em plena adolescência e a sua escrita envolveu-me de tal forma que fiquei fã desde então. Foi através do romance Mr Vertigo que entrei na literatura soberba deste escritor norte americano.

Os seus livros são cativantes, descritivos, comuns e dão-nos sempre uma imagem muito clara e nostálgica do país que é a América. Num romance de Paul Auster o acaso é sempre adjectivo e quando se acaba de ler a última linha da última página fica-se, sempre, com nostalgia de o livro ter acabado...a partir daí só poderemos continuar a sua história na nossa mente.

A triologia em Nova Yorque, Timbuktu, Palácio da Lua, O Caderno Vermelho e a Solidão Reinventada, são algumas peças da sua obra literária que aconselho a quem queira entrar no mundo de Paul Auster.

O seu último livro, As Loucuras de Brooklyn, decorre em Brooklyn, um bairro paralelo à vida nova iorquina, e conta-nos a história de Nathan, divorciado e abandonado pela única filha, e do seu sobrinho Tom, com quem perdera contacto durante anos. O livro leva-nos a passear no bairro multicultural de Brooklyn, onde intelectuais, emigrantes, desocupados, passam os seus dias longe do centro da capital económica da américa.

Um livro sem dúvida a não perder.


Paul Auster, As Loucuras de Brooklyn, Edições ASA, 2006

Críticas da imprensa:

"O romance mais emotivo de Paul Auster." - The Sunday Times

"Um retrato carinhoso de uma cidade como refúgio último do espírito humano. Soberbo!" - Publishers Weekly

"Poético e poderoso. As Loucuras de Brooklyn marca uma nova e magnífica etapa na obra de Paul Auster." - Le Nouvel Observateur

"Paul Auster no seu melhor… Um romance de uma sabedoria tremenda." - New Statesman

"A prosa de Paul Auster é acutilante, simples e envolvente. É impossível não nos apaixonarmos pelos seus personagens." - The Observer"

Um livro excepcional… Paul Auster escreveu um dos seus mais notáveis romances." - L'Expansion

"Como competir com a vertiginosa imaginação de Paul Auster? Manuseando com uma mestria perfeita a arte do suspense e da intriga, o escritor conta com paixão e compaixão a vida destes personagens. Irresistível!" - Livres Hebdo

"Há um toque de magia no quotidiano contado por Auster." - The Times

domingo, maio 14, 2006

Praia

Nada como o primeiro dia de praia...



quinta-feira, maio 11, 2006

Parabéns Guga!


Eu e o Guga

domingo, maio 07, 2006

Maratona de Escalada

Teve lugar no passado fim de semana em Poios, a Maratona de Escalada organizada pela Irmandade da Topalhada.

As equipas encontraram-se na sexta-feira na "associação" para fazerem a inscrição e confraternizarem. Na verdade, foi por pouco tempo, a alvorada estava prevista para as 5h e o pessoal deixou o convívio para o dia seguinte (pelo menos alguns...).

A minha equipa era a Espaços Naturais, constituída pelo mestre José Abreu, a Kimie, o Leo e eu. O nosso mestre já tinha definido a estratégia da equipa e a mim e ao Leo estava destinado limparmos as vias do sector Nuestros Hermanos e o Zé e a Kimie davam cabo das vias do Microondas. Eram 6:20h quando chegámos à falésia. Fazia um frio de rachar...


O amanhecer na falésia

Leo meio a dormir...

Decidimos dar cabo das vias da esquerda para a direita. Assim começámos nos 7b+, e foi daí em diante. Por volta da 13h da tarde já tinhamos limpado 20 vias e começámos a sentir alguma fraqueza, não sei se foi fome se falta de sono, mas por bem da equipa optámos por fazer uma paragem estratégica de 30 min para recarregar energias. Da parte da tarde o sector foi-se enchendo de escaladores e o fanatismo estava em alta. As noticias do microondas davam conta de que o Zé e a Kimie já tinham limpado as vias todas lá de cima, o que indicava que tudo se encaminhava em pró da nossa equipa!!

Com o sector cheio, o ambiente esteve em alta e finalmente apareceram as equipas fashion que deram um brilho especial ao vale!

Os domingueiros mais fashion do vale

A parte da tarde foi passada a encadear as vias mais fáceis do sector. O ambiente estava fanático e conseguir uma senha para uma via estava complicado...


Climb, climb, climb...

Climb, climb, climb...

Climb climb, climb...


Mais uma para a caderneta

Por volta das 18h já tinhamos feito as vias todas do sector, 47 no total, ficou a faltar um 7b manhoso e um V+ altamente solicitado! Ainda com a energia em alta subimos ao microondas para ajudar o Zé e a Kimie, mas eles só deixaram uma via por fazer, um 6c+ plaqueiro onde o Leo terminou o dia.

O mestre José Abreu em acção

A equipa Serra Mouros (Filipe e Nicola)

Ás 19h terminámos a maratona, com tudo (ou quase tudo...) encadeado. Os membros da team Espaços Naturais escalaram à morte e até a kimie, que estava lesionada, encadeou 14 vias para a caderneta. Feitas as contas ficámos a 2 vias das 100!

A equipa Espaços Naturais (Kimie, Zé, Eu e o Leo)

Depois de um dia solarengo e com a barriga a dar horas, a mais de uma centena de pessoas inscritas na maratona, encontrou-se no restaurante da Redinha para um jantar animado. A sala parecia pequena para tanta gente e o ambiente estava em alta.

Jantar da Irmandade da Topalhada

Houve prémios para toda a gente!!! Desde a equipe mais fashion do vale (que mereceu totalmente o prémio!), à equipa mais jovem do vale, passando pelo prémio "dedica-te à pesca" (o escalador que menos vias fez...).

As perucas da equipa girl fashion (para quem nao reconhece...eu e o Texas)

O prémio mais esperado era o Prémio "Os Senhores de Poios", para a equipa que mais escalou durante a maratona. Feitas as contas, em terceiro lugar ficou a equipa Econauta (Ricardo, Macau, Fred e Marisa), em segundo lugar a equipa Serra Mouros (Nuno, Luís, Filipe e Nicola) e o primeiro lugar foi para a nossa equipa, a Espaços Naturais!!! O "Mestre Golias" (individual feminino e masculino) foi para mim e para o Zé.

O jantar terminou em grande euforia, com o hino da Irmandade da Topalhada! A noite continuou no bar dos Olhos de Água.

À parte dos prémios, o aplauso vai para a Irmandade da Topalhada, que mais uma vez esteve em alta!!! Parabéns!

No domingo, quem ainda teve forças foi escalar para o sector Microondas e Nuestros Hermanos.

Sector Nuestros Hermanos

Para o próximo fim de semana há mais.