quinta-feira, junho 29, 2006

Histórias dos Nomes das Vias - Introdução

O Cantinho dos teimosos (revisited)
O segredo dos nomes

A Isabel (Bolinha, Belinha, Bola, etc.) pediu-me para contar algumas das histórias que deram origem a alguns nomes das vias do Portinho. Pois bem, aceitei. Mas antes, e mesmo correndo o risco de não ser compreendido por todos, aqui vai uma sucinta introdução à importância dos nomes.

Hoje em dia está na moda escalar para somar vias ao caderninho, de papel ou electrónico, como quem enche chouriços. No entanto, não basta aviar metros ou movimentos, como galinhas em série que papam vias num aviário. As vias tem uma história e uma personalidade própria e não é suficiente encadeá-las é preciso conhecê-las. Não há maior sinal de pobreza (a ignorância é a maior das pobrezas!) do que a desconsideração de nos referirmos a alguém como “o gordo, o magro, a namorada daquele, o cota, o puto, o coiso, o caixa-de-óculos...” ou em relação às vias “o 7a, o 7b, ao lado do oitavo, aquela do passo duro, do bidedo invertido, do run-out...”. Já tenho ouvido calhaus vagamente alfabetizados dizer “fiz aquela cagada de 6c na serra”, acontece que muitas vezes essas pedras são mais interessantes do que quem põe as mãos nelas.

Transformar um desafio, que é um espelho de nós próprios, num número, quer seja um bloco, uma via ou uma montanha, num sexto, sétimo ou 8000, é ver nesse espelho um macaco! E nisto é que reside a diferença entre agarrar presas de resina e de rocha, entre a força bruta e a força anímica, no fundo entre escalar um mundo morto ou um mundo vivo. E precisamente porque escalamos um mundo vivo não o podemos reduzir a um número, uma quantidade, mas já um nome representa uma essência, uma qualidade. Este é o segredo dos nomes. São símbolos do que nomeiam e têm em si o mistério da sua essência... Bom, como dizia Fernando Pessoa, compreenda quem puder!

Agora, depois desta introdução vagamente metafísica e eventualmente deslocada devido à perplexidade da plateia, podem ficar sintonizados aqui ao blog da Bola (ainda que não passe futebol) que as histórias hão-de vir, mas a prestações, que a vida é mais complexa e exige mais do que escrever ao computador ou perder energia na resina.

Nota para os blogonautas: Apesar de um blog ser como uma parede de casa de banho, onde um desconhecido egocêntrico não resiste a deixar um rasto e escrevinhar o que lhe vem à cabeça numa exibição despudorada de si próprio, existem alguns espaços que fazem falta no meio de todo o lixo cibernético. A questão a que cada um deveria responder é esta “faço parto do lixo ou acrescento alguma coisa de positivo?”.

by Filipe Costa e Silva

terça-feira, junho 27, 2006

Histórias dos Nomes das Vias

No outro dia tive a ideia de colocar aqui no blog um conjunto de post's dedicados aos nomes das vias. Post's que explicassem o nome das vias de escalada. Sempre achei interessante saber porque é que a Geração gri se chama Geração gri ou porque é que o Bocadinho de Praia passou a Dalai Lama?
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Para tirar estas dúvidas a mim e aos leitores e para que possamos perceber um pouco mais sobre a história de uma via decidi pedir ajuda aos equipadores das vias. Assim, apenas este post será assinado por mim, todos os outros terão direitos de autor próprios.
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Não percam os próximos capítulos ;)

Xavier Rudd


Ontem à noite fui ver o concerto de Xavier Rudd no Café-Teatro Santiago Alquimista. Para quem não sabe este artista é australiano com fortes ligações ao ambiente e aos aborígenes.

O concerto foi muito bom! Xavier actua sozinho e toca todos os instrumentos numa coordenação inimaginável. Numa canção toca guitarra acústica, harmónica, banjo, didgeridoo, bateria, entre outros. A sua imagem de marca é sem dúvida o didgeridoo (instrumento usado pelos aborígenes australianos feito com troncos milenares furados pelas térmitas) que toca incrivelmente bem.

"Sinto que eu e o público nos tornamos num só onde a energia é canalizada através da música." In Xavier Rudd

E foi precisamente isto que sentimos ao longo de quase duas horas de concerto a solo com sons frenéticos onde foi impossível ficar quieto e não dançar e vibrar ao som destes toques, com o didgeridoo de fundo.

“…Xavier Rudd toca guitarra sincopada e com toques de jazz, na linha de Dave Matthews com um toque ocasional de didjeridoo.” In New York Times

Não percam o site oficial em
www.xavierrudd.com

segunda-feira, junho 26, 2006

Serra da Estrela

Este fim de semana foi crítico. Ando com uma tendinite no cotovelo direito e escalar não seria, de certeza, uma boa opção. O pessoal tinha combinado ir até à Serra da Estrela, e eu estava cheia de ganas para provar as vias de granito da serra. Despois de muita indecisão, a pesar os prós e os contras, lá me decidi a ir, com a ideia certa de que não iria escalar (muito!).
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Fomos logo na sexta em direcção a Janeiro de Cima. Tinhamos combinado com o Luís e o Manel da Covilhã e com o Zé e o Magnum. Os "mouros" foram os primeiros a chegar, o Zé e o Magnum perderam-se algures em Góis e o Luís e o Manel depois de se rirem bastante às nossas custas chegaram sem problemas a Janeiro de Cima... Encontrámo-nos todos no bar o Passadiço e "rapidamente" fomos dormir.
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A escola de escalada da Barroca fica a 40 km do Fundão, entre a Vila de Janeiro de Cima e Barroca. Equipada uns fins de semana antes, durante o encontro de equipadores organizado pelo pessoal da Covilhã, conentra já cerca de 20 vias, de dificuldades entre V e 7c+, com alguns (apenas um, depois da visita do Zé) projectos por encadear.
.Paisagem da zona de escalada da Barroca

Iniciámos o nosso dia de escalada pela parede virada a oeste, nuns 6a muito engraçados. A rocha é quartzito onde predominam as regletes e fendas verticais. Eu não deveria ter escalado, mas não resisti... Acabei por escalar as vias de aquecimento e duas vias da parede este. Encadeei um 7a+ à vista, que é um dos ex-libris da escola, pura resistência em fendas de quartzito.
. Luís a acabar o equipamento de mais uma via na parede Oeste
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A notar os encadeamentos do Nuno, que fez um 7b+ guapo e do mestre Zé que protagonizou uns quantos FA (fisrt ascent) da escola, deixando apenas um projecto por experimentar e, claro, por encadear...
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Nuno a encadear o 7b+
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Magnum num 6c+ da parede Este

Como não podia deixar de ser a ceia teve lugar na quinta do Luís, que como bom anfitrião não deixou que nos faltasse nada.
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No Domingo só deu Serra. Subimos ao Cântaro Magro e escalámos no Corredor dos Mercadores. O pessoal, escalou, destrepou, desatinou e passou algum medo nos V+(++) equipados com ambiente (ver a definição de ambiente no glossário "posted" neste blog). Houve mesmo quem não conseguisse chegar ao top...
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Eu num desses Vs
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Eu no V
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O Nicola no corredor dos Mercadores
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O pessoal ficou por ali a escalar, mas eu como estava mal do cotovelo decidi ir dar uma volta pelo Cântaro, onde encontrei os três do blog Rocha Podre (Roxo, Daniela e Grilo). Há umas semanas atrás já tinha sido espicaçada por eles para ir experimentar uma clássica. Nesse dia o Magnum, desmoralizado com os V da serra também me convidou para ir pôr material nalguma via do Cântaro. Com tantos apelos, lá me decidi a ir usar os entalecos. E para me iniciar nestas andanças, nada melhor que provar a clássica das clássicas, a via Luso Galaica. Fizemos os dois últimos largos.
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Eu no ínicio do primeiro largo
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Depois de uma praxadela à procura da via lá chegámos ao ínicio do terceiro largo (que para nós seria o primeiro!). Já tinhamos decidido que eu fazia o primeiro largo a abrir e o Magnum fazia o segundo. Depois de breves instruções do Magnum sobre como e onde colocar friends e entaladores e como não os deixar cair, lá iniciei a minha escalada. O primeiro largo é bastante fácil, é uma escalada meio encaixada que corre por um diedro cheio de presas e fissuras. Experimentei pôr tudo, até fitas em pontos de rocha. Curti tanto o primeiro largo que acabei por pôr material também no segundo. Este é um bocadinho mais difícil e exigente, pelo que disfrutas ainda mais. De friend em friend cheguei ao fim da via sem se registar nenhum baldo nem nenhum momento de pânico...
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Magnum no primeiro largo (V)
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Magnum no segundo largo da Luso-Galaica (6a)
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A reunião ao fim do segundo largo (e o nosso ar de felicidade!)
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Eu no cimo do Cântaro Magro
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Nunca tinha subido ao Cântaro, e nada melhor do que chegar ao cimo dele a escalar. De cima o visual é incrível!! Disfrutei muito da escalada clássica com o Magnum e acho que vou aceitar o convite do pessoal do blog Rocha Podre para me aventurar por estes caminhos.
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E a ver o sol por entre as nuvens, no fundo do planalto da serra acabámos o nosso fim de semana e regressámos cansados a Lisboa, mas com um sorriso na cara. Mais uma vez, foi um excelente fim de semana!

quinta-feira, junho 22, 2006

Videos de Albarracin!

Bibs no 7a do sector Arrastradero



Miguel a curtir num bloco do sector Techos

Paparazzi, 7c+

Resultados de experiências laboratoriais comprovam que a gravidade estava baixa na passada terça-feira. Nas Buracas do Cagimilo o Zé Abreu encadeia uma via há muito assediada por fortes e duros escaladores e eu, mais a sul, no Portinho de Arrábida encadeio mais um 7c+ de qualidade internacional.

A via sai à esquerda do Rei da Sardinha, numa placa ligeiramente desplomada de regletes. A primeira secção tem uns passos duros em regletas, seguida de um passo chave com uma invertida em forma de chorreira, daí para cima é aguentar até chegar a um repouso antes do passo de saída. Pura resistência!

Para quem quiser estudar os passos aqui fica o filme da via. Faltam os últimos passos da via por questões alheias ao realizador (falta de bateria...)

Filmagem: Texas; Edição e som: João Boavida


quarta-feira, junho 21, 2006

Parabéns Zé!

Zé uns fins de semana antes na Acção Reacção

Parece que aquela brisa (a do encadeamento) fez-se sentir nas Buracas do Casmilo e o José Abreu não falhou e encadeou a via mais dura de Portugal "Acção Reacção - 8c", ficando assim a ser o primeiro e único escalador português a encadear uma via desse grau.

Muitos Parabéns e que venha o 9a!!!

Albarracin!

Nada como um feriado ao pé de um fim de semana para aproveitar e fazer uma pontezinha. Qualquer fim de semana com mais de 3 dias já justifica uma saída ao país de nuestros hermanos, e como tal eu não falhei e optei por ir blocar para Albarracin.

Juntei-me com mais seis estarolas e partimos todos juntos numa Renault Traffic (carrinha do Leo) rumo a Albarracin. A viagem (de ida!) decorreu sem problemas de maior, a uns belos 100 km/h de média. Houve tempo para tudo, conversar, jogar ás cartas, dormir, perder-se no centro de Madrid, rir, enjoar, descontrair...

Acabámos por dormir em Cuenca e fazer o resto da viagem no dia seguinte. No primeiro dia estivemos no sector Techos. Muitos blocos encadeados e poucos ficaram por encadear. Nenhum encadeamento de renome, porque os sete estarolas andaram todos os dias sem croqui, era ver as linhas e provar o bloco, se o Tigre fizesse o bloco sem esforço e sem mostrar qualquer sinal de "esmifranço" era bloco para nós nos entretermos.

No segundo dia passeámos e blocámos pelo sector Parking e fomos até ao sector Varanda. O grande ex-líbris deste dia foi o bloco "crocodilo", aberto dois anos antes pelo brasuca Marcel. Todos encadearam o bloco, uns com mais estilo do que outros, uns com mais facilidade que outros. Digamos que foi um bloco para descontrair... O Miguel e a Marisa protagonizaram o encadeamento do bloco em todos os estilos!

No terceiro dia, com a pele a 2/3 rumámos ao sector Arrastradero. Sector guapissimo!!! Montes de blocos 5 estrelas! Eu fiz o melhor bloco do fim de semana, uma esquina de aplates onde a posição do corpo era essencial e a força era só um "extra", desnecessária para encadear o bloco. O Bib's e o Miguel tentaram encadear o maior e mais guapo "mitranço" do fds, ao tentarem (quase encadearam) o 7a mais alto do sector. Muitos pegues, com grande estilo!

Último dia: pele - 1/3, power - 2/3, agulhetas - pelo corpo todo, biceps principalmente. Neste estado fomos até ao sector Peninsula, um dos mais bonitos de Albarracin. Apertou-se pouco mas voou-se bastante e disfrutou-se ainda mais. O pessoal apertou num 6c mitrado, mas ninguém encadeou... Alguns (só os mais destemidos) tentaram o bloco "mais alto" do sector, mas só o Tigre encadeou. Acabámos o fim de semana num bloco com uma saída de aplates, bem massa.

O tempo esteve do nosso lado, e ao contrário das más linguas o sol apareceu por entre as nuvens mas não torrou o nosso cérebro, nem pôs em risco nenhum encadeamento. Ao fim da tarde caiu uma chuvinha, nalguns dias uma chuvada, onde houve lugar a grande confraternização na carrinha. Bebeu-se bem e jantou-se melhor ainda, jogou-se ao pericolar (não pedicular, marisa...ai ai, esse copo) e não façam confusão porque todas as coisas têm dois sentidos!

De regresso, a 100 Km/h ainda conseguimos rebentar um pneu na auto-estrada, só para dar um pouco de adrenalina à coisa, porque os blocos não conseguiram radicalizar o suficiente o nosso fim de semana.

No final, todos apertaram, uns lançaram outros foram em estático, outros gemeram e cairam e outros encadearam e não voaram, uns fotografaram, outros comeram e poucos foram os blocos que ficaram por encadear, tal foi o power com que apertámos as regletes e os aplates dos blocos de Albarracin e as resmas de pele que deixámos na arenisca vermelha deste paraíso de blocos plantados algures junto à nascente do Tejo.

As fotos estão por aqui:

http://www.flickr.com/photos/88409818@N00/sets/72157594172817895

terça-feira, junho 13, 2006

Doze-Dezanove

Já não é a primeira vez que falo do meu irmão neste blog, mas quem tem a sorte de ter um irmão, sabe o que isso representa.
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Hoje gostava de mostrar o seu blog. É de fotografia e esta semana ele presenteou-me com uma foto minha com 14 aninhos!!! :)
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Dêem uma vista de olhos que vale bem a pena:

Fotos de Sagres

Finalmente, consegui "uploadar" as fotos, aqui ficam algumas para terem uma ideia do que por lá se "escalou".
Parede da Armação
Parede da Armação
Plateia no psico-bloc
Cuca "O Rei" a apertar a 20 m de altura
Eu a blocar na praia do Beliche

Mais eu a blocar na praia do Beliche

Mais bloco no Beliche

Praia do Beliche (Domingo)

A nossa selecção em acção

segunda-feira, junho 12, 2006

Sagres!

Grande encontro de escalada, psico-bloc, praia, bloco na areia, nigth, dançar e beber até partir!!! Houve de tudo neste fim de semana em Sagres!
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Hoje vou começar o meu post por dar os parabéns à organização do evento a AMEA (Associação de Montanhismo e Escalada do Algarve) que deu a conhecer as falésias e o psico bloc da ponta de Sagres, com uns croquis de excelente qualidade. A organização pensou em tudo, desde dormida (para os que pregaram olho...) passando pelo jantar no Bossa Nova, que estava excelente, até à bebida à borlix no bar do Dromedário onde se viu o Dosage e o grande filme de bloco na Pedra do Urso (by tugas) em ecran gigante.
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O pessoal encontrou-se todo na sexta à noite para fazer a inscrição no encontro e ficar com os croquis feitos pelo Bruno. Houve pessoal que ainda foi beber um copozinho e rapidamente foi tudo dormir.
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Sábado pela manhã o pessoal dispersou-se pelas zonas de escalada em desportiva e em clássica. Eu fiquei pela parede da Armação Nova. As vias são muito boas, com uma escalada hiper técnica por presas meio raras e um pouco extraprumada.
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À tarde o encontro estava marcado para o psico bloc. E ninguém faltou. Se ainda se lembram das fotos do psico bloc em Sesimbra que estiveram neste blog há umas semanas atrás aviso-vos já, que não tem nada a ver. O psico de Sesimbra era para meninos!!! A única semelhança entre o psico de Sesimbra e o de Sagres está no escalador, mais uma vez o Cuca mostrou o que é escalar "a solo" e o que é mergulhar para dentro de água. Poucos se atreveram a molhar o pé, menos se atreveram a escalar e ainda menos se atreveram a mergulhar. Alguns fanáticos encadearam o 6a de 20 metros, Belchior, Chibo, Marc e Rui foram alguns deles!!! Foi um bom meeting, com muita emoção, muitos baldos, e ainda mais encadeamentos.
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Ao final da tarde só deu praia no encontro. Houve uns que disfarçaram a frouxidão e blocaram na praia do Beliche, outros quase dormiram na areia e uns "loucos fanáticos" foram para a Parede Grande da Armação encadear o 7b, "Não caias na tentação". Via aberta pelo Nuno, que aliás, no último ano tem sido o grande equipador de desportiva naquela falésia, onde ainda há umas vias que esperam a primeira repetição...
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De noite houve lugar a jantar no Restaurante Bossa Nova, com entrega de prémios. Assim o prémio do psico para o maior mergulho foi para o Paulo, o prémio para o mais destemido foi para o Cuca. Também houve prémio da frouxidão para o China (aliás no próximo encontro deviam dar um prémio ao pessoal do Barreiro, intitulado "maior representatividade em meetings de escalada e afins!"). Finalmente houve o prémio para o maior encadeador do dia que foi para o Nuno Pinheiro.
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A noite seguiu no bar do Dromedário com muitos filmes de escalada e bebidas à borlix, bar Bubbles com muito reggae e discoteca Topas (esta última só para pessoal muito rodado na night). Lamento, mas não há fotos da noite, por questões óbvias. Primeiro, não tive tempo, nem me lembrei de tal coisa, segundo, não quero ferir susceptibilidades e, terceiro, é melhor nem saberem o que perderam...
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No Domingo, só deu praia! O encontro de escaladores foi na areia da praia do Beliche. Alguma ressaca, muito sono e pouca vontade de apertar. Houve alguns que ainda blocaram no Beliche, para disfarçar tanta frouxidão. Salvam-se os fanáticos, Nuno, Cuca, Filipe e Nicola que apertaram na Parede Grande. Desta feita, Nuno e Filipe encadearam a famosa de dois largos "Inferno Roxo" e o Cuca e Nicola apertaram na "Não caias na tentação". O pessoal de Espinho e Portalegre (como vêem veio pessoal de todos os cantos de Portugal...), Chibo e Marc também apertaram na parede da Armação e mais alguns destemidos que tiveram a ideia sensata de ir dormir cedo na noite anterior.
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O encontro terminou no Dromedário a ver a nossa selecção!!
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"A felicidade é um trajecto, não um destino,
Trabalha como se precisasses de dinheiro,
Ama como se nunca tivesses sido magoado,
Dança como se ninguém estivesse a ver."
In Dromedário
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Nota: Infelizmente as tecnologias já não são o que eram... Impossível "uploadar" fotos hoje, vou deixar isso para depois. A redacção do Climb, climb, climb... pede desculpas e promete ser breve.

sexta-feira, junho 09, 2006

Blocar na Peninha

Ultimamente tenho aproveitado os finais de tarde para ir blocar para Sintra. Ontem foi um desses dias. Começámos por aquecer nos blocos da Malveira da Serra, para que o Filipe tentasse o Obélix, começo sentado. As condições não estavam fanáticas com os termómetros a rondarem as temperaturas veranianas. O pessoal bem se esforçou, mas os únicos que rondaram o encadeamento foi o Mário, que tentou a versão em pé e o Leo que tentou a versão começo "super" sentado. Ambos cairam a ir para os presões já no fim do bloco.
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Rapidamente mudámos para a Peninha onde a temperatura estava um pouco baixa. Junto ao kalashnikov apertou-se nuns blocos fáceis, mini-mouse e TNT, foram uns deles. O Filipe assediou o Kalashnikov, mas ainda não foi desta. Passámos ainda pelo Contacto e pela Travessia. Quem triunfo por estes lados foi o Chibo ao flashar um dos blocos mais guapos da Peninha, Contacto, 6b.
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Já perto do cair da noite, fomos para o Gripless para o Filipe e o Leo apertarem. O Filipe teve alguma dificuldade no arranque do bloco, e depois de algumas tentativas ainda não foi desta que levou o encadeamento para casa. O Leo apertou e protagonizou um dos encadeamentos mais "cag..." do dia.
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Aqui fica um filme desse encadeamento.


terça-feira, junho 06, 2006

O meu filme!




Com as filmagens da competição o meu mano fez um filme bueníssimo sobre a minha participação na prova do CNB. Para quem ainda tiver paciência para mais um filme, aqui fica. Edição e Som: João Boavida

CNB - Finais

Isabel Boavida

CNB - Finais

Filipe Costa e Silva e José Abreu

CNB - Eliminatórias

Ricardo Alves - Bloco 5

CNB - Eliminatórias

Marcel - Bloco 4

CNB - Eliminatórias

David Rodrigues - Bloco 3

CNB - Eliminatórias

Ricardo Belchior - Bloco 2

CNB - Eliminatórias

Zé Abreu - Bloco 1

segunda-feira, junho 05, 2006

1ª Prova do Circuito Nacional de Boulder

Decorreu este sábado a primeira Prova do Circuito Nacional de Boulder em Caxias, organizada pela Desnível em parceria com a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. Esta prova foi a primeira das três provas que compôem o Circuito Nacional de Boulder e a adesão foi em massa.

O pessoal, atletas e organização, teve animado todo o dia num ambiente de puro fanatismo. Os blocos foram abertos pelo Fred Silva e Mário Albuquerque e tinham o selo da Copa do Mundo de Boulder!

As eliminatórias decorreram da parte da tarde, com as meninas e os juniores a saírem em primeiro lugar, depois seguiram-se os séniores. Os atletas tinham 6 min para provar cada bloco, num total de cinco blocos. Foi ver o pessoal a apertar em regletes e aplats, a estrabuchar com os blocos, a encadear ou quase a encadear. Alguns voaram, outros fliparam, muitos apertaram e poucos afrouxaram!

As finais tiveram lugar já de noite, com muito ambiente!! As meninas voltaram a ser as primeiras, e apertaram à morte nas finais. Parece que os equipadores tinham preparado uma surpresa para elas ;)Os rapazes também apertaram em blocos dignos de qualidade internacional, ao bom estilo de uma copa do mundo de boulder. Foi um dia cheio de emoções, muito convívio e muita escalada. Não foi só na competição que se apertou, no isolamento também se blocou muito, em blocos de qualidade internacional.

Feitas as contas ganhou o mestre, pai de dois filhos, Filipe Costa e Silva, seguido do Carlos "Cuca" Simes e Zé Abreu. Nas babes fiquei eu em primeiro, seguida da Marisa Correia e da kimie kon (que lesionada, apertou forte!). Nos sub20 ficou o Marc Xavier em primeiro, seguido do Mário Inocêncio e Luís Barbosa, o Martim teve de abandonar as finais por lesão.

Os parabéns vão todos para a organização, em especial para o Fred, que além de ser o equipador dos blocos, foi o grande dinamizador e organizador da competição. Daqui a 3 semanas, conto ver o pessoal todo a competir nos jardins de Belém!!

Até lá apertem!!!

Como estou a ficar uma cibernáutica de renome, desta vez troquei as fotos pelos filmes. Para quem não foi que veja de perto o que perdeu!!!

quinta-feira, junho 01, 2006

isabelboavida.com

Finalmente o meu site! Se estiverem sem nada para fazer, não hesitem em dar uma saltada pelo meu site :)
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Todo o site foi produzido pelo Miguel "Miquel" Catita, a quem devo desde já um especial agradecimento, não só por se ter disponibilizado para fazer o site, mas principalmente por se ter dedicado a ele de forma tão especial. Ainda bem que a distância geográfica que separa Lisboa da Catalunha não significa nada. Muito obrigado Miquel!
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Miquel em Margalef