sexta-feira, julho 28, 2006

Aqui vou eu de FÉRIAS!!!

Faltam precisamente 3h 28 min e 23 segundos para eu ir de férias!!! :) Vou apanhar o comboio para Coimbra para ir ter com o pessoal da clássica, passo a citar Bruno, Grilo e Roxo. Eles vão de viagem para os Alpes e como sobra um lugar eu "colei-me", para rumar a terras gaulesas!!
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Não, não , não... não pensem que ando a desbundar tanto a clássica que vou passar as férias a colocar friends e entalecos, a montar reuniões de casco na cabeça, nalguma parede grande perdida do meio dos Alpes! Não, não, ainda não.
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Eu gosto muito da clássica! Curto colocar uns friends e entalecos, de me mitrar numa fissura, passar um medo de cão, da sensação de conquista e tudo o mais. Mas a verdade é que sou uma escaladora desportiva e o que eu mais gosto é de fazer força nalguma falésia extraprumada com presas magníficas, desde buracos, regletes a chorreiras, onde possa cair sem limitações e partilhar todos os momentos em boa companhia.
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Por tudo isto a única coisa que eu vou partilhar com o pessoal da clássica vão ser os 1400 km que separam Lisboa da falésia de Ceüsse!! É verdade, vou passar os meus primeiros 15 dias de férias por Ceusse, com o pessoal do Norte, passo a citar, Zé, Luís e João da Covilhã, Magno, Marco e Carneiro. Passados estes 15 dias, e já na companhia do Nuno vou até à Áustria, para a região do Tirol e sul da Suiça, para escalar e blocar, claro que não vai faltar uma visita a Rodellar, lá mais para o fim das férias para rever os amigos!
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A ideia é escalar, escalar, escalar, e o objectivo é apertar!!!
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Como não sei se venho a net, é possível que o blog vá carecer de alguma actualização, desde já as minhas sinceras desculpas, mas como qualquer "trabalho", férias são férias! No entanto, vou esforçar-me por colocar uma ou outra actualização, se os encadeamentos ou as paisagens o justificarem!
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A todos umas excelentes férias, que se divirtam ao máximo e para aqueles que escalam, que apertem à morte e como se não houvesse amanhã!!!
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Filme de Albarracin

Este post já vem atrasado... mas mais vale tarde que nunca. Aqui fica um filme feito pelo meu mano, sobre a minha passagem por Albarracin nos feriados de Junho.! Para quem nunca foi aqui fica uma ideia da rocha e dos blocos.


Pizza Pazza Pedralva

Neste blog já recomendei livros e música, chegou a hora de recomendar restaurantes. Pois é, aqui vai um post não-escalada!
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Um dia que vão a Sagres, ou para esses lados, não podem perder uma passagem na "pizzaria de Pedralva", nome porque é conhecida a Pizza Pazza.
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A pizzeria fica na pequena vila de Pedralva. Quem vai de Vila do Bispo em direcção à Carrapateira, surge à direita um desvio com indicação de Pedralva. A vila é pequena e a iluminação escassa. Chegando às casas da vila é impossível falhar a pizzaria, afinal, todos os caminhos vão dar à casa mais famosa de Pedralva.
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Há pizzas para todos os gostos, vegetarianas, com carne, camarão, frutas e pizzas de entrada. As dimensões das pizzas são generosas e a massa é do mais fino que já comi, muito estaladiça. Eu fiquei fã da pizza de beringela que aconselho vivamente! Claro, que há alternativas para quem não goste de uma bela pizza, lasanhas e saladas são outros gourmets do restaurante.
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O ambiente é descontraído com esplanada que se divide por dois pisos. A afuência é diversificada, desde os surfista da Costa Vicentina aos urbanos lisboetas. Os empregados, de várias nacionalidades, são simpáticos e eficientes.
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A pizzaria está aberta até altas horas, pelo que há sempre tempo para jantar. Por vezes, pode ser necessário esperar um bom bocado pelas pizzas, mas neste sítio o tempo não custa a passar, e a boa companhia, boa conversa e boas entradas fazem esquecer o tempo de espera.
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Depois de um dia desgastante de praia ou um dia de escalada, nada melhor que uma passagem pela "pizzaria de Pedralva".

segunda-feira, julho 24, 2006

Histórias dos Nomes das Vias - Poios

Ketama
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Quem nunca foi a Marrocos? E quem é que não fuma umas ganzas? Pois, o “João” desta história nunca tinha ido a Marrocos e tão pouco sabia donde vinha o néctar da alegria. Sozinho e numa aventura de quatro rodas, “João” depara-se com o Pequeno Rif que não é o Grande, mas grandes artimanhas e jogos psicológicos aguardam silenciosas/os neste reino do haxixe marroquino. Consulta mapa, vira na próxima à direita, sim, sim por aqui… com destino a Ketama. Um nome bonito para uma cidade e a Lonely Planet até diz que tem uma bela duma Medina.
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Ketama ainda estava longe e o “João” seguia na direcção correcta. Pela estrada montanhosa serpenteavam os grandtaxi, os camiões, as carrinhas Mercedes e uns carritos podres. Curva contra curva, seguida de mais uma curva, que em pouco tempo tornou monótona a viagem. Até que por fim surgiu uma recta comprida onde um Mercedes preto, novo, topo de gama, em sentido contrário fitava o “João” como o petisco do meio-dia. “João” nem pensou duas vezes, seguiu no seu carro como se nada fosse até porque nunca tinha estado em Marrocos e aquilo deveria ser normal. Quilómetro e meio à frente o mesmo Mercedes preto ultrapassa obrigando-o a parar; sair do carro e finalmente tirar a roupa toda exceptuando a cuequinha. O carro foi, a roupa e pertences igualmente, “João” foi deixado na recta para Ketama de cuecas e com 2 quilos de goma preciosa junto de seus pés desnudos.
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Questão: Quantos enrolariam vocês até chegarem os moinantes?
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Nuestros Hermanos
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O escalador/equipador é aquele indivíduo que a determinada altura se vê a escalar com um berbecas na mão num dos seus sonhos mais felizes. O fanatismo é muito difícil de explicar: Ainda a broca está quente e a via já vai no 3º encadeamento. O rappel para a próxima jornada de criações é rapidamente instalado. Fanáticos!
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É com esse fanatismo que Poios (e outras) tem vindo a crescer, mas não basta, pois individualmente somos todos uns tesos. Ora, os Nuestros Hermanos ali da Galicia já não o são tanto. Vai daí, os gajos juntaram um pote e ofereceram à comunidade escaladora portuguesa o material para mais de metade das vias do sector “Poios Novo”!
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Ficámos boquiabertos, mas logo percebemos que os gajos estão a ficar velhos, e resolveram apostar no futuro: “Vamos a ver: Nosotros damos unas plaquetas y unos parabolts a los portugueses y ellos equipan 2 decenas de 6a’s.” Por azar ou por sorte, sabe-se lá, no final saíram muitas frouxas e outras que nem tanto. A “Nuestros Hermanos” é um “bom” 7b+… Outras histórias.
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Oso, Manolo, Ricardo, Lola, Nati, Carlos, Luís, Luísa, José, Lolo, Chisco, y otros más. Agradecidos.
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A Irmandade da Topalhada
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Viva Poios!
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Caros amigos, a Irmandade da Topalhada não é nenhuma associação, clube, colectividade, sociedade, federação, confraria, agrupamento, congregação, fundação, consórcio, corporação, companhia ou qualquer tipo de instituição. A Irmandade da Topalhada é uma Irmandade da Topalhada, o que significa que está um pouco acima das instituições anteriores, pois trata-se de um grupo de amigos que simplesmente gosta de escalada, do convívio que esta proporciona e de umas boas jantaradas (não fossemos nós uns bons portugueses). E é nesse espírito que por vezes desenvolvemos alguns eventos, actividades, convívios ou como queiram chamar.
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Que as Duas Argolas vos protejam;
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by Irmandade da Topalhada
Deixa duas no top e mantém a corda tensa como uma harpa

terça-feira, julho 18, 2006

Top 10 de vias - Farol da Guia

Mais um post sobre "escalagem"! Não resisto, é mais forte que eu...
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Infelizmente, não tenho novidades sobre novas escolas de escalada, encadeamentos, "weekend reports" e por aí. Como ando lesionada, acabo por escalar menos e apertar pouco... Aproveito para actualizar o meu blog com posts diferentes, mas que me parecem interessantes.
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Assim, hoje vou colocar aqui aquelas que são para mim, as 10 melhores vias da escola de escalada da Guia!
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Top 10
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Levitação, 6c+
Kind of Magic, 7c+
Via láctea, 6c+
Ovomaltine, 6a+
Pinóquio, 7a+
Descanso dos Guerreiros, 6c
Placa sem nome, 6a
Equilíbrio, 6b
Cantinho dos teimosos, 7a+
Odisseia rochosa, 7b+
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A mítica "Kind of magic", 7c+ (foto: Diogo Bento)

segunda-feira, julho 17, 2006

Histórias dos Nomes das Vias - Azóia

Fisioterapia da Broca (2005) - Descobri as falésias da Azóia no ano de 2005, numa época em que estava lesionado do cotovelo e não podia escalar. Aproveitei estas semanas para fazer uma busca à procura de novas falésias. Na costa sul junto ao Espichel existem, aqui e ali umas falésias com algum potencial. Na Serra da Azóia encontrei três possíveis sectores para equipar. Lesionado, peguei no berbeque e abri umas linhas na Azóia. Passava os fins de semana a equipar e por incrível que pareça o dia em que me doía menos o cotovelo era à segunda. Equipar dava mais resultado que a semana toda na fisioterapia.
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Cravanço sem fronteiras (2005) – Para arranjar fundos para equipar mais vias, o pessoal decidiu fazer uma recolha de dinheiro no fórum de escalada. O pessoal aderiu bastante e houve, inclusivé, portugueses que viviam no País de Gales que se deram ao trabalho de enviar o seu contributo por carta. A via ficou em sua homenagem.
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A Berta por baixo e por cima (2005) – Esta via foi aberta pelo Ricardo Belchior. Ele optou por equipá-la a vir de baixo a pôr friends e entaladores. A certa altura este método deixou de dar frutos e o Ricardo deu a volta e acabou de equipar a via a vir de cima. A Berta vem de "aberta"...
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Salto imortal (2005) – Em honra ao mega, grande, alucinante salto de 70 metros que o João Gaspar deu na falésia do Fojo.
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Andas à procura da tua neta (2005) - O Victor Viana andava a passear na rua quando viu passar umas chicas jeitosas e ficou a olhar atentamente para as beldades. A certa altura, uma das raparigas sentiu-se observada e perguntou-lhe: andas à procura da tua neta?
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by Nuno Pinheiro
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Eu a escalar na Cova da Mijona (Serra da Azóia)

quinta-feira, julho 13, 2006

A preparar as férias de escalada

O Verão já cá está e o pessoal ou já foi de férias ou está a pensar em ir. Claro que a massa escaladora "só" conhece o termo "férias de escalada" (tipo de férias em que se escala três dias seguidos intercalados por um dia de descanso onde não se faz "rien" de "rien", também há a modalidade de escalar os dias todos seguidos...puro fanatismo)!
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Nesta altura está o pessoal todo a organizar-se, a ver para onde é que vai escalar, que falésias escolher! Esta tarefa parecendo fácil é bastante díficil porque existem um conjunto grande de variáveis que podem determinar a nossa decisão. Por exemplo, será que a falésia é virada a norte e eu posso escalar com um calor abrasador? Será que tem rio para me banhar? Poderei levar a namorada e os putos? Qual é o tipo de rocha? Predominam chorreiras, regletas ou buracos? Será que as vias são de extraprumo ou tombadas? Levo friends ou expresses? Será que têm vias de sexto ou é só 8a para cima? Posso acampar livre ou tenho de ir para o camping? And so on, so on...
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Enfim, como vêem há um conjunto de variáveis que precisamos determinar para fazermos bem as nossas escolhas. Assim, decidi colocar aqui no blog um conjunto de links com informações úteis sobre as escolas de escalada do mundo. Podem encontrar topos, como chegar, tipo de rocha, quais os graus dominantes, tipo de escalada, onde dormir, etc...
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Aqui ficam:
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http://www.escuelasdeescalada.com/ - Página da revista espanhola Desnível com informações sobre as escolas de escalada em Espanha.
http://www.climbermania.com - Página espanhola com topos de escolas de escalada por todo o mundo.
http://www.caranorte.com/resenas/directorio/index.php - Directório com topos de várias escolas de escalada pelo mundo, inclui paredes grandes.
http://www.coronn.com/ - Topos de escalada de várias escolas pelo mundo (Frankejura, Osp, Mallorca, El Chorro, Kalymnos, entre outras).
http://www.freakclimbing.com/home.php - Fotos de várias escolas de escalada por todo o mundo.
http://www.onaclimb.com/ - Página catalã com informações sobre escolas de escalada em Espanha, com especial destaque para as escolas da Catalunha.
http://www.cragx.com/ - Informações úteis sobre Ceusse e Kalimnos.
http://www.worldtopo.com/ - Informação sobre escolas de escalada de todo o mundo.
http://espanol.geocities.com/escalarenextremadura/ - Escolas de escalada da Extremadura, Espanha.
http://escalade.camptocamp.com/ - Página francesa com informação sobre escolas de escalada por todo o mundo.
http://www.climbandmore.com/climbing,0,9,0,routes.html - Vias de escalada por todo o mundo.
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Façam bom proveito!!!
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Nuno na famosa falésia de Ceüsse

segunda-feira, julho 10, 2006

Mais Serra da Estrela!

Acham que fui outra vez para a serra?!? Pois é, estou a ficar monótona, as minhas mãos agora já só conhecem o xisto da Barroca e o granito da serra...
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Mas desta vez nao me vou repetir e fazer mais um "weekend report" ou "via report", não quero entrar em discursos repetitivos que nada ou pouco trazem de novo aos leitores deste blog. Acabou-se!!! Vou apenas deixar umas fotos, visto que uma imagem vale mais que 1000 palavras. Adivinhem aonde e com quem me meti com os entalecos!!
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Ah! Antes de passar às fotos parece-me bem informar o pessoal escalador que o Zé encadeou o primeiro 8a da Serra da Estrela em estilo desportivo... claro! Fica-se assim à espera de repetições.
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Visita guiada pelo mestre (Miguel Grilo) às fantásticas linhas do sector inferior do Cântaro

O Zé a aprender com quem sabe, como se mete os friends.
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O Zé a abrir o primeiro largo da via Cowboys...

E a safar-se muito bem!
. Eu, de segundo, a esforçar-me

Mais eu a esforçar-me
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Uns segundos antes de gritar - Bloca, Zé!!!

Quase a acabar
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A cordada "magnífica" na reunião

O final de mais um grande fim de semana, num bom spot e com excelente companhia!

Os parabéns vão todos direitinhos para o Zé que, na sua primeira experiência de clássica, encadeia o primeiro largo da via dos cowboys (6c+) a passear-se!! Por mim, fica a vontade de lá voltar, que isto de não encadear e ir de segundo "não mola".

quarta-feira, julho 05, 2006

Histórias dos Nomes das Vias - Fenda

A S.P.U.F.
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Equipei esta via com o Nuno Pinheiro lá para o ano de 97. Por essa altura o óbvio, entenda-se o mais sólido, já estava equipado e sobravam no Portinho umas manchas de rocha que não inspiravam grande vontade. Ainda por cima, na parede onde nasceu a Spuf já lá tinham andado dois equipadores motivados: O Francisco (o grande!) e o Emílio (o único!). Estes tinham furado o top e descido pela via a martelar. Mas tinham desistido. Aquilo não era bem rocha era mais um canteiro de terra semeado de pedras.
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Hoje, para quem vai à via, se calhar é difícil perceber isto. Parece uma rocha aceitável e razoavelmente limpa, mas na altura quase que desistíamos também, tal era a quantidade de terra e a má impressão que a via nos deixou. Mas enfim, lá espetámos os pernos e semeámos as plaquetes.
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Faltava baptizar aquele esterco que, afinal, se viria a tornar uma das melhores vias e das mais repetidas. No entanto, o nome que naturalmente deveria fazer alusão a tanta podridão acabou por vir de outra fonte. Enquanto a via permanecia naquele limbo de ainda não ter nome, alguns escaladores provaram a via. Nós tínhamos proposto 7a+ e a mim até me parecia mais dura pois tinha imaginado o passo difícil a fazer-se em frente (e não pela esquerda).
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Chegou-nos então aos ouvidos que um escalador forte mas modesto a tinha feito e achava que era 6b+... Bom, já sabemos que os graus não têm importância, mas aquilo era ridículo! Só o passo de entrada devia ser mais que isso e o Nuno esteve meses a tentá-lo sem sair do chão! A ideia de a via ser 6b+ era tão cómica que nos pareceu que o nome devia fazer referência a ser fácil. Como as siglas às vezes dão nomes bons, veja-se a TTMT (para mim o melhor nome de via em Portugal) e a TAP em Sintra, arranjámos a sigla S.P.U.F.. A via, apesar do Nuno não se mexer (lol), era Super (S.P.) Ultra (U) Fácil (F)! Mesmo que o Nuno vos diga que isto é mentira a verdade é que, nesses meses antes de a encadear, de cada vez que ele passava pela via baixava os olhos para o chão e acelerava o passo! O que nós riamos.“-O quê!? Não vais à Spuf!?”,”Não... É fácil demais...”.
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by Filipe Costa e Silva
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Via S.P.U.F.

segunda-feira, julho 03, 2006

Serra da Estrela (again!)

Este fim de semana foi uma fotocópia do último fim de semana. Claro que as personagens foram diferentes, escalámos em sectores novos e trepámos por vias mais guapas, houve encadeamentos mais duros e outros mais frouxos, o jantar foram pizzas e não sardinhas assadas, o tempo esteve mais ameno e a viagem foi mais rápida, mas de resto o cenário foi igual: sábado, Barroca e domingo, Corredor dos Mercadores e Cântaro Magro.
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Para não me tornar repetitiva neste blog onde apenas se espera ler novidades e cenas interessantes o meu "weekend report" será diferente. Desta feita vou apenas relatar a minha última experiência em clássica. No fim de semana passado tinha atacado a famosa das famosas, a via Luso-Galaica, e desta vez fui escalar a via dos Bons.
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Já me tinham falado imenso da via, que era super aérea e acessível (6a+), que tinha um tecto cheio de presas, e eu, claro, estava cheia de expectativas. Durante a semana combinei com o meu "partner" de clássica, o Magno que eu faria o primeiro largo a pôr material e ele faria o segundo (ele ainda não tinha encadeado o último largo e estava cheio de ganas). Claro que depois de fazermos propaganda, houve pessoal da desportiva (e da clássica) que não resistiu e veio juntar-se a nós. Assim, e depois de disfrutármos dos V arejados e de mais umas vias de super qualidade do Corredor dos Mercadores, partimos eu, o Magno, o Márcio Parente e o João rumo à parte superior da face oeste do Cântaro. Agora que penso, foi uma cordada de todos os cantos do país, Lisboa (mouralhada), S. Pedro do Sul, Porto e Covilhã...
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João a ver a via
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Fizémos cordadas dois a dois e eu lá iniciei o primeiro largo. O L1 é bastante fácil correndo por umas placas com fissuras onde dá sempre para pôr um friendzito ou um entaleco.
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Eu cheia de entalecos e friends

O primeiro largo da via dos bons

Chegada à reunião e depois de umas peripécias protagonizadas pela minha pessoa, que tem fortes raízes de desportiva e pouco ou nada percebe de clássica, lá nos juntámos os 4 na reunião que dava acesso ao segundo largo.
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O João e o Márcio na reunião do primeiro largo
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Quem foi a pôr material (que na realidade não pôs nada...) foi o Magno, e eu fui seguidinha dele no meu primeiro "top-rope" em clássica. Este segundo largo pôe o primeiro largo a um canto. Logo para sair da reunião tem um passo em dufer existente e a via segue por uma fissura que vai dimunuindo de tamanho exigindo sempre uma escalada muito técnica até chegarmos a um tecto com presas boas que nos deixa na imensidão do vazio, com 200 metros de ar debaixo dos nossos pés.
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Eu a dobrar o tecto
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Mais eu depois de dobrar o tecto
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O Magno, eu e o Márcio trepámos pelo tecto directo, já o João (conhecedor nato das vias do Cântaro) contornou o tecto por uma escalada fácil. Feliz cheguei à última reunião e cumprimentei o Magno que encadeou este largo sem recurso a entalecos ou friends, protegendo apenas nas plaquetes e pitons deixados na via.
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Acham que tá contente?!
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Márcio no segundo largo
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João a chegar à reunião
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Os quatro estarolas no cimo do Cântaro
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Foi sem dúvida outra excelente experiência. Pena que fiquei com imensas ganas de repetir a via para fazer a abrir o segundo largo, é que, como diria um amigo meu, escalar em segundo "é giro mas nao mola".