quarta-feira, outubro 25, 2006

Dente de Leão

Mais uma vez o Nuno pediu-me para escrever umas linhas no meu blog. Como o assunto me pareceu mais interessante que os biceps da malta dei-lhe mais um ecran... Aqui ficam as novidades dos equipamentos.
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Equipando
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No sábado, aproveitando as tréguas da chuva, a velha guarda invadiu o Dente de Leão. Seis escaladores todos com mais de 30 anos!!! Eu, umas das mais recentes entradas neste grupo, mas um digno representante da PDI com mazelas em tudo o que é tendão, fui equipar, já que escalar está fora de questão pois o meu cotovelo esquerdo teima em continuar de férias.
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Enquanto os outros se esforçavam para conquistar os tops das linhas mais recentes, eu jogava flippers com grandes calhaus fazendo com que os níveis de adrenalina dos asseguradores fossem superiores aos dos escaladores (mesmo quando a presa da mão abanava e a ultima protecção já estava a dois metros dos pés).
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Filipe Costa e Silva na "Trigo do jóio"
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E assim nasceu a "Pim Pam Pum Cada Pedra Mata Um" um 6c de 36 metros com 14 cintas mais top e que se situa à direita da "A Menina dança?".
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"Pim Pam Pum Cada Pedra Mata Um", 6c

Obrigado ao Gaspar (primeiro encadeador) pela ajuda no equipamento e ao Filipe pela sua inesgotável criatividade a dar nomes às vias.

Apareçam por lá que vale a pena!
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Nuno Pinheiro.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Biceps!

Desde que tenho o blog que mais semana menos semana vou tendo alguma notícia ou novidade para vos contar, ao ser um blog temático, mesmo que eu não escale nada, alguém escala. Ou então posso sempre contar que alguém subiu a um 8000, ou então posso falar sobre as vias que outros equiparam, ou referenciar livros, CD e restaurantes, ou relatar as competições, quando as há. Enfim... Interessantes ou não sempre se vão dando algumas novidades. A verdade é que existem dias e semanas em que, simplesmente, não há nada para contar. E esta é uma delas! Assim e com o intuito de salvaguardar a vinda dos leitores a este humilde quiosque e para brincar um pouco com os escaladores portugueses resolvi pôr este post sobre biceps. É verdade, sobre biceps! Eu sei que o assunto não parece nada interessante e na realidade não é, mas olha sempre dá para encher o ecran.
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Andei por aí a fotografar e a recolher informação relevante sobre a matéria e juntei os biceps da escalada portuguesa por classes. Aqui têem o resultado:
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Bicep Veterano
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O bicep veterano não é necessariamente grande e desenvolvido. Ao contrário de outros, reflecte muitos anos de escalada, muitas blocagens na cintura, passos hidraulizados e em campus, dobragens de tectos, escaladas em placa, enfim, reflecte muitos dias na rocha e outros tantos no muro. Actualmente encontra-se em fase estacionária de desenvolvimento, precisando no entanto de recrutar mais fibras musculares para elevar a barriga que entretanto se vem acumulando no corpo do escalador. Em determinados casos este escalador já poderá ser pai de filhos com responsabilidades acrescidas. Normalmente este bicep pertence a um escalador de oitavos, ou porque é forte, ou porque os anos de insistência a escalar, levaram as vias mais duras a cansarem-se e até estas se deixaram encadear.
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Bicep Mike Tyson
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O maior bicep da escalada portuguesa. Este bicep é grande e desenvolvido sendo possível aferir sobre a sua forma e tamanho por baixo da roupa. A zona do bicep, propriamente dito, é compostas por várias batatas que tomam forma quando o escalador faz força. Às vezes o bicep incha tanto que tememos que rebente durante alguma blocagem "inumana". É bicep para fazer várias elevações só com um braço, sendo o campus board e as elevações o terreno de treino deste escalador. O tamanho do bicep nem sempre é proporcional ao grau encadeado pelo escalador, por vezes é apenas mais um apetrecho que o escalador leva para a falésia. O escalador que tem este bicep poderá ser escalador de 9a ou de V, esta variável está sempre dependente de outros factores externos que o escalador não controla.
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Bicep "de menina"
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Este bicep pertence ao grupo restrito de escaladores que não têem bicep (ou seja, ele existe mas não se vê a olho nu). Das duas uma, ou pertence a escaladores abaixo dos 14 anos que ainda se encontram em fase de desnvolvimento muscular, ou pertencem a escalador de oitavos. É verdade, existem escaladores que "sem" bicep encadeiam oitavos. São pessoas dotadas de uma técnica exígmia, que não necessitam de apetrechos secundários (como puxar o hidráulico) para encadearem vias de grau duro. Em termos estatisticos este último tipo de bicep representa uma minoria na classe escaladora.
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Bicep escultural
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O escalador que possui este bicep se não fosse fanático, seria um voluntário para as classes de anatomia humana. O bicep escultural é seco e isento de gordura, caracterizado por possuir inúmeras fibras musculares visíveis a olho nu. Conforme se vai alterando o movimento de contracção do músculo as fibras vão-se alterando e novas fibras vão aparecendo, apresentando umas formas fantásticas. É sempre motivo de experiências laboratorias na investigação científica sobre o fenómeno "hidraulizar". Escalador de 8c, quiçá de 9a.
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Bicep Claúdia Shciffer
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Bicep fino e delgado, característico de uma feminilidade ímpar. Normalmente, pertence a mulheres escaladoras que por motivos meramente fanáticos viram a sua pequenina batata crescer e tomar forma. Este bícep é característico mais de uma força estática do que dinâmica. Por ser tão feminino impressiona o mais céptico escalador ou transeunte. Pertence a escaladoras promissoras, que não colocam barreiras aos seus encadeamentos. É sempre uma mais valia para a escalada, mais que não seja, porque abrilhantam as falésias com a sua feminilidade.
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Bicep clássico
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Nop nop, não pensem que é um bicep de estilo clássico ou qualquer coisa do género... Na verdade é um bicep pertencente aquela espécie "em vias de extinção" que ainda pratica "clássica"! Normalmente é um bicep de tamanho médio, sem um desenvolvimento exagerado da batata. Na maioria das vezes, o bicep apresenta cicatrizes e arranhões provocados pelo granito agressivo, ou por outro tipo de rocha. É um bicep estiloso, sinónimo de muitos dias de adrenalina acima dos níveis normais. Não escala oitavos e segundo consta chega a "artificialar" largos de 6b+, no entanto trata os friends e os entalecos por tu e consegue passar mais de dois dias seguidos no plano vertical.
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Bicep médio
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Na estatística, este bicep representa o bicep da maioria dos escaladores nacionais. O bicep não é grande nem pequeno, não é forte nem fraco, não é um batatão mas também não é do tipo invisível, não apresenta fibras musculares, mas também não está isento delas, não pertence a um escalador de oitavos nem a um escalador de quintos. Representa a média das médias.
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Mais biceps!

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Vejam lá se adivinham a que classe pertencem e de quem é quem?

quarta-feira, outubro 18, 2006

Histórias dos nomes das vias - Fenda

A Intifada e o pão de noz
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Seguindo a lógica do “à meia dúzia é mais barato” e também para adiantar serviço no pagamento das minhas dívidas postais à Isabel, vou despachar já a história de duas vias do Portinho. Lá para o ano de 98 ± 1 (DP), eu e o Rui Pimentel (o melhor de sempre do Top 30 português) estávamos entretidos a furar uma nova via ali duas à esquerda do Rei da Sardinha. Enquanto aí estávamos éramos atacados à pedrada por um moreno barbudo que estava uns 20 m mais acima a furar outra via. A idade não perdoa e já não me lembro se esse barbudo moreno tinha um turbante, mas parecia mesmo um árabe a atacar-nos com pedras, que faziam ricochete na parede por trás de nós e nos obrigavam a encolher a cabeça entre as orelhas. Esse moreno sujo (de pó branco) e barbudo, com cara de chefe de bando de salteadores, era o Francisco e a via que equipou passou a ser conhecida como a Intifada.
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À nossa via, por outro lado, estava associado um momento histórico. Não pela via, que era apenas mais uma conquista roubada pela imaginação, a uma parede que teimava em nos esconder sob a terra e a podridão as suas linhas, mas por outra razão mais ligada com a resposta à prosaica e diária pergunta “o que é que se come?”. Aconteceu que naquele dia o Rui Pimentel, cansado dos pacotes de bolachas, resolveu trazer do café uma novidade gastronómica. Um pão. Não um qualquer saloio ou grande, com passas ou alentejano. Era um pão de noz. Claro, isto hoje parece banal, mas na altura foi uma revolução alimentar! Foi o começo, senão de uma moda, de uma filosofia nutritiva. Este marco histórico, cujo futuro alcance nós logo pressentimos ao ver as migalhas que sobravam no fundo do saco, foi devidamente assinalado. Assim, ritualmente, com essas migalhas baptizámos aquela via: “Pão de noz”. Para além de escalar e equipar, este alimento também passou a ser sagrado e tornou-se o Pão de Noz de cada dia.
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by Filipe Costa e Silva

sexta-feira, outubro 13, 2006

Pan América ou Ruta 40

Aqui fica mais um post que nada tem a ver com escalada. Peço desculpa a todos os leitores habituais que são escaladores fanáticos de profissão. Bem sei que o nome do meu blog indica que tudo o que é escrito nele, tem a ver só e exclusivamente com a escalada, mas acho interessante recrutar outros leitores que nada têm a ver com escalada... Desculpem!
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No outro dia andava eu a passear (ou navegar, como queiram) pela internet quando me deparei (já nem sei bem como) com esta página do Nuno Pedrosa (pergunto-me se ele não será irmão do Tiago Pedrosa, que por sinal, foi meu colega da faculdade e também escala).
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O Nuno é natural de Monte Redondo, Leiria e irá percorrer de bicicleta a maior estrada do mundo, a Pan America ou, também apelidada de Ruta 40. Partindo do Canadá e passando por 16 países, esta viagem irá terminar no sul da Argentina, depois de percorrer cerca de 25 000 km.
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Eu própria percorri mais de 1 000 km desta estrada em solo Argentino. Mas eu senti estas paragens alegremente sentada no carro de aluguer, um fabuloso Volkswagen Gold. Aqui a estrada é de "ripio" (terra) e a viagem faz-se lenta, com as paisagens quentes e áridas da estepa argentina a despoletarem de frente dos Andes nevados. É um lugar de passagem, descrito e vivido por inúmeros viajantes. As aldeias são poucas e dispersas, o vento sente-se e a agressividade das paisagens marcam a solitude do local.
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Para trás da Argentina a Pan America guarda outras paisagens, outros lugares, gentes distintas, cheiros variados e outro clima, que eu desconheço, mas que irei familiarizar-me percorrendo as linhas deste blog.
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O Nuno propõe-se a divulgar o trabalho desenvolvido no núcleo regional de Leiria, da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral, durante os milhares de kilómetros que irá percorrer.
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É sem dúvida uma viagem para se ir seguindo pouco a pouco. Fiquem atentos e boa sorte!
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Itinerário

"Eu acredito que tudo o que queres fazer ou imaginar, tens que começar. Tens a escolha: podes viver a vida ou existi-la."

In http://www.ontheroad.eu.com/

terça-feira, outubro 10, 2006

Novas vias em Sagres e no Dente de Leão

Decidi ceder este post ao Nuno para divulgação de novas vias que vão aparecendo por aqui e por acolá, neste nosso Portugalito onde a rocha não abunda! Então aqui fica, por Nuno Pinheiro:
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Hello World! (teste típico do informático num novo sistema)
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Embora a escrita não seja de todo o meu forte gosto tanto do blog da Bolinha que lhe pedi um pouco de tempo de antena. Após dura negociação ela cedeu um ecran inteiro só para mim, para eu poder experimentar a arte de blogar!
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Mais uma vez a história repete-se!
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Umas férias fanáticas a escalar "à muerte" e muita asa levantada acabam em tendinites nos cotovelos! A escalada está fora de questão, há que investir o tempo em busca de novos desafios para o futuro.
Procurar paredes, ir ver mais de perto outras que há muito se mostram e equipar algumas linhas já vistas e revistas mas para as quais ainda não tinha havido tempo.
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Primeira fase:
- procurar falésias pois no início a tendinite exige repouso absoluto. Muito passeio, muito calor, muito mato e nenhuns resultados! Ou eram pequenas, ou eram podres, ou eram tombadas, ou não tem base, etc, etc...

Segunda fase:
- equipar!!
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Dente de Leão
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No dia 5 de Outubro desafiei o Filipe para finalmente irmos lá equipar umas vias. Ele trouxe os putos de cascais (Mário, Bib’s e Rui) e tivemos um dia de muito trabalho. Quarenta furos num dia só com um berbequim, 3 vias novas com uma altura média de 30 metros. Já sabem que ali predomina a escalada anos oitenta, placa vertical, embora estas vias tenham algumas barrigas e partes um pouco extraprumadas.
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Assim sendo saíram as seguintes linhas:
"40 Bate Chapas" - 12 e top mais de 30 metros, 7c ou + à direita da "A Pequena Criatura".
"A Barriga é a Morte do Artista" – 9 e top menos de 30 metros, 7c ou + à direita do "Trigo do Joio". "Republica dos Maribus" – 12 e top perto dos 30 metros, 7b + ou - à direita da "A Barriga é a morte do Artista" na face virada para Sesimbra.
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Sagres
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Aqui fui explorar um mega extraprumo sobre o mar que é visível ao longe e que me chamou a atenção desde a primeira vez que fui a Sagres (o Roxo e o Gorjão também já me tinham falado desta parede).
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Quando rapelei verifiquei que a parede era realmente muito desplomada e ainda por cima as presas não abundavam! Pensei, isto só vai dar vias duras por isso o melhor é equipar mais à direita, na zona mais vertical, umas vias fáceis para começar. Resultado: cinco vias entre 7b+ e 8a (imaginem as duras!).
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Com ajuda do Chibo equipei também uma travessia de acesso com uma corda fixa. A travessia é muito fácil, a corda até me pareceu dispensável, mas assim é mais confortável.
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Bom, já ultrapassei um ecran, em breve coloco aqui fotos e um topo.
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by Nuno Pinheiro
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Localização do sector de Sagres

Parabéns Daniela!

A Daniela Teixeira atingiu o cume do Cho Oyo no passado dia 7 de Outubro. Esta montanha de 8 201 m de altitude é a sexta montanha mais alta do planeta terra. Fica localizada na cordilheira dos Himalaias, na fronteira entre o Tibete e o Nepal. Com esta conquista a Daniela sobe ao seu primeiro oito mil. Esperemos que este seja o primeiro de muitos.
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Partiu sozinha para esta expedição em meados de Setembro. Sem nenhum amigo para partilhar as dificuldades, tristezas e alegrias, a Daniela mostrou muita força de vontade, determinação e acima de tudo, muita coragem. É bom saber que há por aí mulheres com muita garra!
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Vejam o relato da viagem no Campo Base e mais algumas novidades no blog do Rocha Podre e Pedra Dura.
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Daniela nos preparativos (foto do blog RPPD)

segunda-feira, outubro 09, 2006

Histórias dos nomes das vias - Rocha da Pena

“Toca do Zangão”
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Esta era uma daquelas linhas que todos já tinham olhado, mas ninguém se tinha dado ao trabalho de equipar… Com a ajuda do Marc “Puto” Xavier, a linha nasceu lá para o mês de Fevereiro de 2005, num belo dia de Inverno onde o Sol raiava bem forte. Munido de todo o material necessário para equipar, à excepção de parabolts em quantidade suficiente, lá se começou a idealizar os passos e o sítio das protecções. O resultado foi uma via bastante atlética, com um lançamento de entrada e uma saída q.b. arejada após o passo duro…

Passo duro esse que veio originar o nome da via, pois no próprio dia e durante a 1ª ascensão, o “Puto” Marc no crux da via, ao ajeitar-se num excelente monodedo (!), dá um valente grito (foi mais um palavrão…), e ao tirar de lá o dedo vê-se sair um zangão… sem cair, volta lá (pensando que já podia apertar no dito mono…), e… pimba! Nova asneirada, mas desta não saiu nada…! Então, e sempre sem cair, volta ao descanso mais abaixo, parte um pauzinho, volta ao mono e sai de lá mais outro zangão (o que será que estavam dois zangões a fazer no mesmo buraco?)… Resultado: continuou e encadeou a via (mas não usou o mono, não fosse lá estar um 3º zangão…). E assim ficou: “A Toca do Zangão” de grau 7a.
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“Mundos Paralelos”
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Esta é uma daquelas vias bem controversas na história da Rocha da Pena… Esta via fica num sector “novo” que foi equipado para o último encontro de escaladores da RP. E digo “novo”, porque nele já existiam uns tops colocados à uns anos por um também equipador algarvio, mas sem nunca as ter equipado, pois ainda fazia parte de um “mundo” antigo, onde por aqui tinham hábito de marcar as linhas, nem que fosse só para dizer que “fui eu que a vi primeiro!” (marcou o “território” e mais nada…). Como tal, após infrutíferas tentativas que acabasse o seu trabalho, decidimos, eu e o Bruno Mendes, pôr mãos à obra e dar vida às linhas existentes! Uma saiu com passos bem atléticos e muito exigente de equipar (a que eu estava a equipar!) de grau 7b durito, e a outra ao lado um pouco mais fácil e simples de equipar (a que o Bruno estava a equipar ao mesmo tempo), de grau 6c+. Quando cá chegámos abaixo, todo roto de andar de cabeça para baixo, entalado com unhas, alongamentos de expressos, puxado pelo segurador, agarrado a uma 2ª corda fixa, e me perguntaram o que achava da via, apenas respondi: “Parece que andei num mundo Paralelo!” E assim ficou: Mundos Paralelos.
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“ZéZé Camarinha”
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Para acabar, uma bem curta!
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Sector “Filósofos”, eu e o Bruno Mendes, uma linha com uma entrada de bloco, descanso, e mais um bloco com um voo espectacular quando se baldava (tive que acabar mais tarde por lá ir pôr outra protecção!), muitos palavrões encaixados uns atrás dos outros, sempre a rimar (como é evidente neste sector), quando no final surge a pergunta da praxe: “Nome? Grau?” Do grau ficou como 6c+ de ambiente, e do nome “Filósofos? Somos Algarvios… Filósofo Algarvio? Zézé Camarinha é evidente (o filósofo das quecas…)
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by David “Chibo” Rodrigues

quarta-feira, outubro 04, 2006

Mais um filme!

Com as filmegens que fiz na competição pus-me a brincar com o Movie Maker e saiu este filme. Quero realçar que foi a minha primeira experiência a fazer filmes, por isso não sejam muito críticos! Ah! E desculpem a monotonia... mas só dá Isabel! :)
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Aqui fica o pequeno filme da minha prestação na competição.
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terça-feira, outubro 03, 2006

Os melhores em acção!

Para quem este fim de semana, não pode comparecer na baía de Cascais, aqui ficam uns videos dos melhores atletas em acção.
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José Abreu (1º lugar)


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Leopoldo Faria (2º lugar)


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Ricardo Belchior (3º lugar)





segunda-feira, outubro 02, 2006

1ª Prova do Circuito Nacional de Boulder

Decorreu este fim de semana a 1ª prova do Circuito Nacional de Boulder. O evento teve lugar num sitio priveligiado, a baía de Cascais. Numerosas foram as pessoas que por lá passaram e ficaram a ver o pessoal a competir e a escalar.
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T-shirt da competição (apoio da Deep Eyes)
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A organização da prova esteve à altura e de 0 a 10, a organização leva nota 20!! Não só pela logistica em torno da competição e apoios alcançados, mas também pela simpatia do pessoal da organização, pelos equipadores que não facilitaram mas possibilitaram um bom espectáculo, pelo DJ que passou boa música, pelo pessoal da Desnível que colaborou para o acontecimento da prova, pelos júris que nunca faltam e por todos os competidores que aderiram em massa, desde as camadas mais jovens aos veteranos.
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Estrutura onde decorreu a prova
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Quem lá esteve a assistir deve ter curtido e passado bons momentos, gritando: - Vai lá!! Lança!! Sobe o pé (esta não era p ser dita...)! Quem não foi, por motivos maiores, fica já o aviso que tem nova oportunidade na cidade de Arouca daqui a poucas semanas.
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Bom, mas vamos lá por partes e em formato reduzido.
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Sábado o dia amanheceu chuvoso e a organização teve de adiar as eliminatórias para a tarde e passar as finais para domingo.

A prova teve início já passava da 13h. Primeiro foram os mais jovens e as meninas. Blocos para todos os gostos, com muita presa, extraprumo q.b., e alguma dificuldade para diferenciar os atletas.

De seguida vieram os séniores e sub 20, que começaram a eliminatória sob o pôr do sol na baía. Acenderam-se os holofotes e com a música a rolar os melhores escaladores nacionais deram um bom espectáculo, a apertarem e a esmagarem as presas...como se houvesse amanha (sim, porque as finais estavam agendadas p o dia seguinte)!!!

Em acção (da esq para a dir, Marc, Bibs e Mário)

Domingo, tudo a postos para as finais femininas e dos sub 20. Foram feitos os últimos ajustes, os equipadores lá colocaram mais umas presas e tiraram outras quantas e no final os blocos estavam duros... ou nós é que estávamos frouxos!

Depois do aquecimento da praxe, blocagens inumanas e lançamentos super guapos e algum alongamento, deu-se inicio às finais dos sub 20. De bloco em bloco eles lá se foram esforçando e por pouca diferença acabaram por ficar em 1º Marc Xavier, 2º Márcio Bonifácio, 3º Mário Inocêncio e 4º Luís Barbosa.

As raparigas tinham os mesmos blocos dos sub 20 com mais uma ou outra presa para o pé. Depois de muito esforço e alguma luta acabou em 1º Kimie Kon, 2º Eu, 3º Marisa, 4º Rute, 5º Allison e 6º Sónia.

Eu nas finais (Bloco 3)

A apertar no Bloco 1 da final

A agarrar em monodedo no Bloco 1 da final


Enquanto vêem a prova das meninas pensam: - Bem, elas estão mesmo fortes! :)

Logo de seguida, foram as finais masculinas séniores. Com 4 blocos para provar, os atletas deram o seu melhor. Mas logo de ínicio se percebeu que a luta estava entre o José Abreu e o Leopoldo Faria.

O Zézito flashou três blocos encadeando o último ao terceiro pegue, não dando hipóteses ao Leo, que encadeou três dos quatro blocos. Os restantes atletas, nenhum fez top, fechando a classificação, com Ricardo Belchior (3º), Ricardo Neves (4º), Sílvio Morgado (5º), Nuno Carneiro (6º) e Martim Vidigal (7º).

Mais uma vez parabéns à organização, aos atletas e ao público que berrou e puxou pelos competidores!

Mais fotos!


No isolamento
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Zé Abreu nas eliminatórias
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Nuno Carneiro nas eliminatórias
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Ricardo Neves nas eliminatórias

A competição by night

Ricardo Belchior nas finais

O pódium masculino