segunda-feira, outubro 09, 2006

Histórias dos nomes das vias - Rocha da Pena

“Toca do Zangão”
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Esta era uma daquelas linhas que todos já tinham olhado, mas ninguém se tinha dado ao trabalho de equipar… Com a ajuda do Marc “Puto” Xavier, a linha nasceu lá para o mês de Fevereiro de 2005, num belo dia de Inverno onde o Sol raiava bem forte. Munido de todo o material necessário para equipar, à excepção de parabolts em quantidade suficiente, lá se começou a idealizar os passos e o sítio das protecções. O resultado foi uma via bastante atlética, com um lançamento de entrada e uma saída q.b. arejada após o passo duro…

Passo duro esse que veio originar o nome da via, pois no próprio dia e durante a 1ª ascensão, o “Puto” Marc no crux da via, ao ajeitar-se num excelente monodedo (!), dá um valente grito (foi mais um palavrão…), e ao tirar de lá o dedo vê-se sair um zangão… sem cair, volta lá (pensando que já podia apertar no dito mono…), e… pimba! Nova asneirada, mas desta não saiu nada…! Então, e sempre sem cair, volta ao descanso mais abaixo, parte um pauzinho, volta ao mono e sai de lá mais outro zangão (o que será que estavam dois zangões a fazer no mesmo buraco?)… Resultado: continuou e encadeou a via (mas não usou o mono, não fosse lá estar um 3º zangão…). E assim ficou: “A Toca do Zangão” de grau 7a.
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“Mundos Paralelos”
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Esta é uma daquelas vias bem controversas na história da Rocha da Pena… Esta via fica num sector “novo” que foi equipado para o último encontro de escaladores da RP. E digo “novo”, porque nele já existiam uns tops colocados à uns anos por um também equipador algarvio, mas sem nunca as ter equipado, pois ainda fazia parte de um “mundo” antigo, onde por aqui tinham hábito de marcar as linhas, nem que fosse só para dizer que “fui eu que a vi primeiro!” (marcou o “território” e mais nada…). Como tal, após infrutíferas tentativas que acabasse o seu trabalho, decidimos, eu e o Bruno Mendes, pôr mãos à obra e dar vida às linhas existentes! Uma saiu com passos bem atléticos e muito exigente de equipar (a que eu estava a equipar!) de grau 7b durito, e a outra ao lado um pouco mais fácil e simples de equipar (a que o Bruno estava a equipar ao mesmo tempo), de grau 6c+. Quando cá chegámos abaixo, todo roto de andar de cabeça para baixo, entalado com unhas, alongamentos de expressos, puxado pelo segurador, agarrado a uma 2ª corda fixa, e me perguntaram o que achava da via, apenas respondi: “Parece que andei num mundo Paralelo!” E assim ficou: Mundos Paralelos.
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“ZéZé Camarinha”
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Para acabar, uma bem curta!
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Sector “Filósofos”, eu e o Bruno Mendes, uma linha com uma entrada de bloco, descanso, e mais um bloco com um voo espectacular quando se baldava (tive que acabar mais tarde por lá ir pôr outra protecção!), muitos palavrões encaixados uns atrás dos outros, sempre a rimar (como é evidente neste sector), quando no final surge a pergunta da praxe: “Nome? Grau?” Do grau ficou como 6c+ de ambiente, e do nome “Filósofos? Somos Algarvios… Filósofo Algarvio? Zézé Camarinha é evidente (o filósofo das quecas…)
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by David “Chibo” Rodrigues

1 Comments:

At 11 outubro, 2006 00:40, Blogger marc said...

Devia tar inumano na altura k equipamos a toca do zagão... como é k um gajo k tem um baraçinho de menina (palavras da dona do blog)aguenta destrepar, partir pauzinhos, enfiar os pauzinhos nos buraquinhos e ainda encadear a via.

Isto bem aproveitado dava para o gato fedorento =P

 

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