quarta-feira, janeiro 31, 2007

Sudamerica - Parte 2

E o que é que encontrámos?
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Um país muito mais civilizado que a Venezulena, mais limpo, mais seguro, mais organizado, em suma mais europeu. Até viajamos de noite logo no primeiro dia, algo que até os colombianos nos tinham desanconselhado.
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Mas nem tudo sao rosas, a Colombia sao três cordilheiras montanhosas e por isso todas as estradas são de montanha, a média a que viajámos foi de 40 km/h. O litro da gasolina custa 30 cêntimos (realmente uma fortuna para os venezuelanos) e pagam-se portagens em todas as estradas, mas nunca superiores a 2 euros.
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O país é super bonito e a estação do ano depende não do mês mas da altitude e da proximidade do mar. Aqui as condições para escalar são muito boas pois existem vários locais que são muito frescos devido à altitude.
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Bogotá, a capital, fica a 2600 metros de altitude e pareceu-me uma cidade mais europeia que Buenos Aires. Para resolverem os problemas de trânsito além dos corredores de autobus com paragens onde se paga logo à entrada para poupar tempo, ha autovias em que dependendo da hora e do dia da semana só podem circular carros com matrículas começadas por certos números!
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Nem tudo é seguro na colombia, existe uma zona de bloco em Bogotá que parece muito boa mas que fica por cima de um bairro muito mau e onde só se pode ir com guarda costas.
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Por enquanto escalámos em dois sítios:
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Mesa de los santos - fica a 1400m, a rocha é "arenisca" vermelha super boa, parecida com Grampians, na Austrália. A escalada é muito diferente e técnica, as vias de alta qualidade. As vistas sao espectaculares e a vegetação incrível com cactos e palmeiras. Mas não há bela sem senão, aqui há poucas vias duras e por isso só estivemos três dias mas ainda vamos voltar para encadear uns projectos pendentes e comer uns ananazes do quintal do Richi (escalador local em casa de quem ficamos instalados)
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Suesca - o sítio com mais vias da Colombia. Fica a 45 minutos de Bogotá e a 2800 metros de altitude. Tambem é "arenisca" mas não tão boa. A maioria das vias tem passos de bloco duríssimos em regletes. Apesar disso a escalada agrada-me bastante. Há um sector, Valle de los halcones, que é verdadeiramente magnífico. A paisagem incrível, a rocha o melhor possível, as vias são fáceis (até 7b+) e poucas, mas nao deixa de ser um dos melhores sítios onde ja escalei!
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Fomos sempre SUPER bem recebidos pelos escaladores locais, ficamos sempre em casa deles e podemos provar muitas das comidas típicas como: arepas, caraotas, yuca, alhaca, etc...
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Mais fotos desta viagem em:
http://www.flickr.com/photos/jandiro/

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Parabéns!

O Climb, climb, climb está de parabéns porque a sua editora, para quem ainda não reparou a Isabel, faz hoje anos! É verdade, mais um aninho a somar às 27 primaveras já amealhadas.
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É hora de apagar as luzes e cantar:

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Parabens a você,
Nesta data querida,
Muitas felicidades,
Muitos anos de vida.
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Trálálá
lálá
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Hoje é dia de festa,
Cantam as nossas almas,
Para a menina Isabel,
Uma salva de palmas!
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quinta-feira, janeiro 25, 2007

Climbing secrets

You will climb only as high as your mind lets you.
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Robyn Erbesfield
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segunda-feira, janeiro 22, 2007

Sudamerica!

A pedido de alguns leitores, vou mais uma vez ceder este espaço ao Nuno, que está do outro lado do oceano a gozar umas merecidas férias fanáticas.
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America do Sul!
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Depois de alguns meses de incertezas, de decisões e indecisões, de mudar de ideias muitas vezes, consegui ter a coragem de deixar quase tudo para ir de férias à descoberta da América do Sul. Acabei por ter muita sorte e vim com lincença sem vencimento de seis meses, mas deixar a Bolinha durante tanto tempo nao foi (e nao está a ser) nada fácil.
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Chegada à Venezuela, dia 2 de Janeiro:
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Demorei duas horas para percorrer os 30km que separam o aeroporto da casa da Eilleen perto de Caracas. Tremendas filas de trânsito na autoestrada onde tudo vale, condutores a beber cerveja e a pararem para urinar, pessoas a vender de tudo no meio dos carros, piropos à menina do carro do lado, a berma é usada como mais uma faixa de rodagem só interrompida por 5 metros quando um polícia esta estacionado.
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Bem vindos ao país mais rico do terceiro mundo! Tem tudo, muito petróleo, ouro, pedras preciosas, a terra é das mais férteis (até nascem ervas daninhas nos cabos de electricidade), praias paradisíacas e muitas outras belezas naturais. No entanto é um país desorganizado, as cidades sao sujas e feias, vê-se muita riqueza mas vê-se muito mais pobreza. Parece que toda a gente espera viver à custa do petróleo sem ter de fazer nada. É uma sociedade muito consumista, há cartazes publicitários por todo o lado, no entanto o salário mínimo anda à volta dos 100 euros. A gasolina custa dois cêntimos e o preço da electrecidade é igualmente ridículo. Ah, falta falar de Chavez!!! Para terem uma pequena ideia como este país é governado, o voto aqui nao é secreto e Chavez paga a quem vota nele!!!
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Na Venezuela viajei por pouco mais que uma semana, ainda vou voltar pois falta-me ver quase tudo. Escalei em três sítios diferentes todos eles em morros de calcário tipo Tailândia com chorreiras, buracos, aplats e regletes.
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Guarita - Fica num parque mesmo no meio de caracas. Vias com muitos volumes mais ou menos curtas, sovadas, com passos raros, grau super duro e mal equipadas. É tipo a Guia da Venezuela. Aqui só escalámos meio dia até o Miguel ser atacado por um enxame de abelhas, no que resultou 10 picadas e uma noite de muita febre só resolvida à base de uma injecçao de cortizona no dia seguinte.
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Humocaro - Sítio mais ou menos fresco, super sossegado, bonito e muito recente. Fica a uma hora de Barquisimeto ou a duas se fores de autobus. Altura para um pequeno parentesis para falar do que é viajar de autobus na Venezuela: salsa ou reggeton a altos berros, muito frio no caso do autobus ter ar condicionado, parar de meia em meia hora para entrarem vendedores ambulantes a venderem de tudo e rezar muito, mesmo muito, para nao ter um acidente ou uma avaria pelo meio. Aqui a escalada é muito boa, a rocha muito aderente mas ainda falta equipar quase tudo. Cruzámo-nos com um cobra venenosa, se fossemos mordidos as hipóteses de sobreviver seriam pequenas. Ah! Não tinhamos repelente e por isso fomos devorados pelos mosquitos. Dormimos numa casa muito simples de uns camponeses e cozinhávamos num fogão a lenha.
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Sarare - Um dos sítios com mais vias na Venezuela. Local húmido onde se sai a escorrer da parede. Vias muito boas, duras de fazer à vista e um pouco sovadas, mas nao demasiado. Aqui há uns macacos enormes que se ouvem a 1 km de distância. Não os vimos mas ouvimos.
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Na semana que passei na Venezuela o tema da conversa era a ida à Colombia. Ir ou nao ir?
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A opinião generalizada de todos menos dos colombianos é que é super perigoso! De carro nem pensar! Viajar de noite é um suicídio! A guerrilha ultra perigosa! Portagens e gasolina muito cara.
Encorajados pelos amigos colombianos decidimos correr o risco e fomos no Paquito (nome com que batizamos o Lada dos irmãos Marco e Eilleen). Como íamos cinco, eu, o Miguel, o Carlos Jose e os irmãos, Marco e Eillin, reduzimos as coisas ao máximo ficando a maioria da tralha na Venezuela. Depois de um dia perto da fronteira a tratar da papelada do carro entrámos na Colombia. E o que é que encontrámos?
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Marco na Guarita

A falésia de Sarere

O paquito

platanos fritos, queijo ralado, arepa, e caraotas

Caracas, Petare

La perezita

Trânsito em Caracas

Negra hipolita
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Sigam os próximos posts para ficarem a saber o que é que eles "encontraram".

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Obrigado

O meu pai acha estranho que eu com esta idade ainda continue a trepar paredes e a ir escalar todos os fins de semana sem excepção. No fundo sempre achou que eu um dia iria tomar juízo e largar a escalada, pelo menos deixar a forma compulsiva com que eu escalo. Mas enganou-se (acho que ele próprio já admitiu a derrota...). A verdade é que à medida que os anos passam eu sigo mais fanática, e não sei aonde isto vai parar. Tou sempre com muitas ganas de escalar e sempre com um projecto duro em mãos.
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Mas nem tudo são rosas quando se prova uma via dura, acima das nossas capacidades. Quando se estica assim os limites, a viagem não é fácil e nunca sabemos se vamos chegar a bom porto. Acreditamos que um dia vai chegar o momento certo e vamos acabar por encadear a via ou o bloco. E só assim vale a pena o esforço, só assim se desfruta de cada pegue a uma via dura, de cada derrota quando voltamos a cair no passo duro, do desafio, de cada escalada. Sabemos que um dia vamos ser mais fortes, e vamos acabar por levar a melhor sobre a via.
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E quando lá chegamos o que é que acontece?! ... Nada! Na verdade, não acontece nada. Ficamos com um sorriso de orelha a orelha durante os minutos seguintes e depois passa, o sorriso desaparece e tudo volta ao normal. Rapidamente olhamos para a frente com novos projectos em mente, em busca de um novo desafio. No final o que conta é mesmo a viagem, são os vários pegues que deste à via, aqueles em que foste melhor e evoluíste um bocadinho, os momentos que passaste, os amigos que te deram força, as viagens, os pensamentos, a persistência, a luta... O encadeamento sabe a pouco e a alegria passa rápido.
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Desta vez, a história foi diferente. No momento em que o meu sorriso desaparecia e o eco do berro do encadeamento deixava de se ouvir, o meu corpo já tentava dobrar o tecto da “ron é ron”, já me concentrava no passo duro da “meia suja” e a minha mente estava preocupada com o meu trabalho, aparecem no meu blog um monte de comentários com palavras de apoio e felicitações pelo encadeamento, muita gente me cumprimenta e dá os parabéns e nesse momento o meu sorriso instala-se e a alegria volta a aparecer.
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Muito obrigado a todos pelo carinho e apoio.
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Foi só mais uma via dura! Agora há que procurar novos projectos, novos desafios e apertar com a mesma motivação que me acompanhou até aqui!

domingo, janeiro 14, 2007

Os três mentirosos, 8a

Finalmente encadeei o meu primeiro 8a! Depois de muitos fins de semana a percorrer a A1 na esperança de apanhar o momento certo, muitos pegues ao frio, muitas quedas no passo das laterais e algumas depois das regletes, este sábado consegui juntar os mais de 40 movimentos que compôem uma das melhores vias de Portugal. "Os três mentirosos" começa à direita da circus, juntando com esta antes de um dinâmico duro. É uma via de resistência com três secções chave.
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E com um sorriso nos lábios, aqui fica um filme feito pelo Ricardo Neves, de um dos não encadeamentos...
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Por último, mas não menos importante um grande beijinho e obrigado a todos os que me asseguraram e me acompanharam nas múltiplas viagens às buracas.
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História do nome da via...
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Apesar de não ter sido eu a equipar "Os três mentirosos" vou contar aqui a História do nome da via, na esperança de que o equipador, Francisco Ataíde não me leve a mal.
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Decorria o ano de 2001 e já fazia algum frio nas Buracas. Fomos num dos fins de semana de Novembro, eu, o Nuno e o Francisco até às Buracas. O Francisco estava a trabalhar a "Inumana", que viria a ser cotada de 8a+ e o Nuno já tinha dado uns quantos pegues à "Circus", 7c+. Eu fui com eles sem saber muito bem o que escalar... Acabei por provar a "Equinócio", uma das pérolas do El dourado. No sábado escalámos à morte, mas encadeamentos nem vê-los.
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Os dias já eram pequenos, mas como o Francisco é uma máquina a equipar, nesse dia ainda teve tempo de equipar a via "Sem testemunhas" e aquela que viria a ser "Os três mentirosos". Eu equipei, noite adentro, a via do "Luís".
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Domingo acordámos os três fanáticos e depois de um aquecimento forçado cada um foi ao seu projecto. O Francisco abriu as hostilidades encadeando em grande estilo a "Inumana", eu fui a seguir e não falhei o encadeamento daquele que viria a ser o meu primeiro 7b, a "Equinócio". No final da ronda, com a pressão toda, o Nuno passou os passos duros da "Circus" e também encadeou esta grande via.
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No final do dia, depois da missão cumprida ainda tinhamos de dar os nomes às vias. A via acabou por se chamar "Os três mentirosos", porque não havia testemunhas dos nossos encadeamentos e ninguém iria acreditar nos nossos três encadeamentos...

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Vias com ambiente

Existem vias e vias, aquelas que têm chapas de metro a metro, em que temos de ir carregados até ao tutano com todas as expresses que temos e mais alguns mosquetões de segurança, e algumas vezes, somos mesmo obrigados a desmontar as expresses numa arte manhosa de chapar com mosquetões, e existem outro tipo de vias, em que apenas precisamos de levar 4 expresses para chapar os 20 metros de escalada que nos esperam, são vias equipadas “com ambiente”.
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É o equipador que tem a faca e o queijo na mão e como nesta terra onde os escaladores são poucos e os equipadores muito menos, e tendo em conta o trabalho árduo que está por detrás da abertura de uma via, temos de respeitar a distância das protecções, encher o peito de ar e ir lá encadeá-las!!!
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Aqui fica o reportório das que me lembro...
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Pelo sul, começando na fenda:
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Rred Curry on rrice (8a) - Situada ao lado esquerdo da famosa quaqua (8b), esta via foi equipada pelo Nuno Pinheiro e pelo Guga. As distâncias entre chapas estão activas e da última para o top a escalada é técnica e fácil, mas à que ir com calma porque a chapa chega a estar a 3 m dos pés quando se chapa o top. Já por lá vi escaladores de renome a chegarem ao top e a gritarem: “Fácil o c....!!!”
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Oitava comédia (7c+) - É nos últimos metros que a adrenalina dispara e somos confrontados com uma escalada rara de aplates com as chapas longe.
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UHU (8a) - No passo duro temos a última protecção um metro abaixo dos pés. O segurador tem de dar corda para o escalador cair abaixo do tecto e não se aleijar.
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Era uma vez (6c) - o famoso "run out" da fenda. Com os bracinhos inchados, se caíres perto do top vens parar à primeira chapa. Muitos foram aqueles que no final da via fugiram para o top da direita que fica um bocadinho abaixo e mesmo à mão de semear. Outros há que já usaram técnicas dissimuladas para fazerem crescer uma chapa entre a última e o top...
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Tripas à moda do porto (7c) – É a dobrar a barriguinha que se passa medo, os braços vão inchados do 7c de continuidade que está por baixo, mas ainda temos de apertar na dobragem da barriga, com a última chapa bem abaixo dos pés. Muita gente já por lá andou com extensões na expresse de metro e meio.
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Rantanplan (7b+) – Um clássico! Ali no sector mais famoso da fenda prontinha para ser escalada, mas curiosamente poucas vezes viu por lá escaladores e muito menos encadeamentos...
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Último voo de nosferatu (7b+) – O nome diz tudo!!!
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À excepção da primeira, todas as outras foram equipadas pelo Filipe Costa e Silva e Francisco Ataíde.
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Nas Pedreiras
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Conan o enconado (6c+) - Passinho duro em que mal se vêem as presas e é difícil determinar a sequência, a chapinha está bem abaixo dos pés, numa placa vertical logo perto do chão, na terceira chapa, só para apimentar a coisa. Equipada pelo Paulo e pelo Nuno.
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Bate palmas (6c) - Equipada pelo Carlos Pereira e pelo João Gaspar. Da última para o top é emoção na certa, e não se preocupem que o baldo já foi testado pelo equipador!
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Pinheirinhos
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Santa Vitória - Uma via de desportiva equipada pelo Filipe. Até ao momento apresenta uma cotação duvidosa, que parece rondar o 8b (ainda à espera de decotação). Tem por lá umas chapas bem distanciadas. Que venha o mais forte encadeá-la!
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Sesimbra
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Bailado de elefante (7b) – É um passeio de barriga em barriga com as chapas distantes bem distantes, em ambiente de aventura.
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Dente de Leão
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Em geral estão todas equipadas com ambiente. As vias são longas e os tugas são mitras, não se podem gastar muitas chapas por cada via.
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Vivo bem sem namorada (8a) – Equipada pelo Filipe e pelo Francisco e apenas com um encadeamento.
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A menina dança (7a) – Equipada pelo Gaspar e Mário. Trata-se de 30 m de placa com as chapas longe.
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Deixando o sul do Tejo e passando por Sintra.
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Em Sintra as vias não estão propriamente equipadas com ambiente, mas a verdade é que se passa medo à brava naqueles 6b e 6c de aderência. Talvez seja apenas a falta de hábito neste estilo de escalada ou simplesmente porque temos a sensação que se cairmos vimos a raspar forte e feio parede abaixo. A destacar nesta ilustre lista a via TTMT (6c).
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Poios
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Já se ouviram os fortes batimentos cardíacos de alguns escaladores na via Tubarão com pêlo (7a+). A via tinha uma chapa a menos e a distancia nesse passo ficava absurda, fazendo tremer as pernas do mais forte escalador. Uma distracção no sítio e no momento errado poderia levar a queda no chão. Hoje está lá a chapinha e a via passou a ser escalada e encadeada.
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Buracas
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Circus (7c+) – Os escaladores que escalam esta via no limite, normalmente não chapam a fita fixa que lá está nos últimos movimentos. A fita está lá para ajudar a chapagem, mas mesmo assim o bloqueio é forte e a chapagem compromete o encadeamento. O normal é não chapar esta última e mesmo assim cair na secção final.
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Reguengo
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Pata na Poça (7a) - Vais escalando calmamente e os braços vão inchando na mesma medida em que os metros vão sendo consumidos, de tal forma que podes chegar ao maillon do 7a, sem nenhuma condição para chapá-lo e a última chapa está bem lá para baixo. O baldo é super aéreo e confortável.
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Sagres, Parede grande
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Qualquer uma das vias tem ambiente, são 60 m de parede com o mar a bater no fundo, não há magnésio na rocha e por vezes a humidade e o sal nas presas dificultam a escalada. A destacar o Inferno Roxo, em que o segundo largo tem apenas 4 chapinhas e vale 7a+ e a Gula (7c+), à espera de encadeamentos e de escaladores.
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Serra da Estrela, Corredor dos mercadores
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Vêm em último, mas bem que podiam vir em primeiro!!! Os famosíssimos V da serra. Equipados pelo Luís Pinheiro, em todos eles se passa um bocadinho de medo, com “run outs” de 4 m, em quintos duros.
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"A adrenalina, ou epinefrina, é um hormônio secretado pelas glândulas supra-renais, assim chamadas por estarem acima dos rins. Em momentos de "stress", as supra-renais secretam quantidades abundantes deste hormônio que prepara o organismo para grandes esforços físicos, estimula o coração, eleva a tensão arterial, relaxa certos músculos e contrái outros. Quando lançada na corrente sanguínea, devido a quaisquer condições do meio ambiente que ameacem a integridade física do corpo (fisicamente ou psicologicamente, medo), a adrenalina aumenta a frequência dos batimentos cardíacos e o volume de sangue por batimento cardíaco, eleva o nível de açúcar no sangue, minimiza o fluxo sanguíneo nos vasos e no sistema intestinal enquanto maximiza o tal fluxo para os músculos voluntários na perna e no braço e "queima" gordura contida nas células adiposas." in Wikepédia
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Nota final: Não mencionei o nome dos equipadores de algumas linhas aqui referidas, desde já as minhas sinceras desculpas, mas infelizmente a minha cultura sobre a escalagem tuga ainda é baixa.