quarta-feira, abril 25, 2007

1 ano de vida!

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É verdade, o Climb, climb, climb está de Parabéns!!!
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Faz hoje, precisamente 1 ano, que eu criei este blog. No ínicio não tinha uma ideia clara sobre que notícias ou informações haveria de colocar no blog. Tudo começou com um report sobre as férias da páscoa na catalunha, depois foram entrando reports do fim de semana, também "postei" uns filmes de escalada, notícias sobre competições e encontros de escalada, também apareceram posts (desta vez da autoria de terceiros) sobre "As histórias dos nomes das vias" e sobre o equipamento de novas vias. Raramente apareceu por aqui um post "não escalada", desculpem. Hoje coloco o que bem me apetecer, e às vezes coloco posts sobre nada, mesmo nada.
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Após um ano de posts verticais a cair para o extraprumado, uns com piada e outros nem por isso, e com a amável ajuda de outros (para preencher o espaço editorial), a coisa foi se compondo, e o Climb hoje tem 118 posts! Com um ano de vida, recebeu quase 55 000 visitas.
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Agora é esperar, para ver o que lhe reserva as próximas primaveras!!!
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Ah! Antes que me esqueça, os presentes serão bem vindos :)

segunda-feira, abril 23, 2007

Thinking Blog Awards

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Agora que menos tempo tenho para dedicar ao blog recebo um Thinking Blog Award do Arrumário. Como sou novata nestas coisas, lá fui seguir o link para perceber o que é que isto significava (desculpem a minha falta de prática nas lides cibernáuticas..). Quando percebi, fiquei lisonjeada, muito obrigado.
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Então aqui vai a minha "five list":
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Doze dezanove - O blog (agora site, espero não ser desclassificada do jogo) do meu mano João. Como diria um amigo meu, "é um site que vale pelas histórias que conta, pela beleza simples e por vezes desarmante de um adolescente que foi aprendendo a olhar através de uma lente."
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Rocha Podre - os três malucos, que passo a citar: Paulo Roxo, Daniela Teixeira e Miguel Grillo. Neste blog há sempre bons reports sobre viagens no mundo vertical do alpinismo!
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Os putos - É um blog que fala sobre histórias e notícias do quotidiano, sem nunca deixar passar uma boa cena. Acho que são quatro a contribuir para o blog e eu tenho o prazer de conhecer um deles, desde os 6 anos.
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V duro - Depois de negociações, são três a colaborar no blog: 2 colocam fotos e um escreve excelentes crónicas sobre um pouco de tudo, sempre a ver com a escalada!
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Replicação - Um blog sobre um fotógrafo (o meu priminho!) em Erasmus na Eslovénia. São tudo fotos a cores e muito boas!
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E já está!!! A "bola" agora já não está nas minhas mãos...

sexta-feira, abril 20, 2007

O que (não) se anda a passar

Desde o dia 9 de Abril que não coloco novidades no blog... e antes também já quase só punha os trip report do Nuno. Não quer dizer que eu não tenha novidades para contar ou que eu tenha deixado de vez a escalada! Infeizmente, tem me sobrado muito pouco tempo para escrever no Climb, climb, climb, outros valores se têm levantado nestas últimas semanas.
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Espero que os leitores habituais me desculpem. Vou tentar que tudo volte à normalidade o quanto antes. E já tenho uns posts novos na calha!
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Por acaso alguém faz ideia onde é esta foto?! Era só para animar o post, não gosto de ver o texto sozinho...

segunda-feira, abril 09, 2007

Sudamérica - Parte 5

Mais uma vez vou aqui deixar um report do Nuno sobre a sua viagem a terras da Sudamerica. O texto é grande, mas não se assustem e não passem por ele na diagonal; percam tempo, disfrutem e viajem pelo maravilhoso mundo dos Tepuys. Sem dúvida, um texto a não perder!
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Tepuys
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Na parte sudeste da Venezuela, e também, um pouco, na Guiana e no Brasil, situam-se umas das formações mais antigas da terra, formadas quando a América do Sul e África ainda eram um só continente! Uns cilindros de rocha gigantescos com áreas até 70 km2 e paredes que podem chegar ao chegar aos 1000 m de altura. Na parte de cima destes planaltos a fauna e flora é quase toda endémica, pois estes ecossistemas estão isolados há muito do resto do mundo! Há rãs que não saltam, devido à inexistência de predadores, há plantas carnívoras que comem insectos e muitas outras espécies estranhas! Para quem nunca ouviu falar estas formações chamam-se tepuyes e existem há volta de 110, quase todos na Venezuela.
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Aqui fica o relato da minha viagem aos tepuys, uma das mais espectaculares da minha vida.
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Dia 0
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No dia 6 de Março começámos (eu, Miguel e a Eilleen) a nossa expedição aos tepuyes. Este era o momento mais esperado das férias, tínhamos muitas expectativas pois descreveram-nos os tepuyes como algo único e completamente diferente. A nossa viagem começou em Maturin, três horas de autobus ate S. Felix seguidos de mais dez horas até S. Francisco onde chegamos às 3:30 da manha!
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Dia 1
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Só dormimos duas horas e meia, o nosso sono foi interrompido por um dos guias do parque as seis da manhã. Aqui começaram os nossos problemas pois nós queríamos ir ter com os gringos (Cris Sharma e companhia…) que estavam num tepuy proibido (só é permitido subir ao tepuy Roraima!). Tínhamos que encontrar um guia que soubesse onde estavam os gringos e que nos levasse lá. Mas nós não encontrávamos os guias que os gringos nos disseram para contactar. Os responsáveis do parque disseram-nos que eles não estavam no Roraima, que os obrigaram a descer e que chegariam no dia seguinte. Ficamos totalmente confundidos sem saber qual era a verdade mas não nos restava outra hipótese senão sair em direcção ao Roraima.
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Tivemos sorte pois conseguimos dividir um guia com dois checos sem o compromisso de ficarmos todos os dias. Saímos um pouco desmotivados, com comida para onze dias (no total os três carregávamos à volta de 55 kilos). No caminho íamos falando com todos os carregadores e guias na esperança que algum estivesse a trabalhar para expedição americana.
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Finalmente encontrámos um!!! Este foi o momento de viragem da nossa expedição, deixámos os dois checos e o guia, e a caminhada plana, lenta e com muitos descansos passou para ingrime, com ritmo e sem paragens! Tínhamos de chegar ao segundo acampamento antes do anoitecer de forma a fazermos a caminhada de três dias só em dois! A Eilleen ia demasiado pesada e tivemos de distribuir algum do peso da sua mochila por mim e pelo Miguel (o sherpa da expedição). O caminho era duro e muito fechado, quase ninguém sobe a este tepuy. A sensação de estarmos a viver uma grande aventura pairava no ar. Uma paisagem fabulosa e virgem, rios, prados a perder de vista, alguma vegetação e os monumentais tepuyes em pano de fundo. O nosso guia é um pemon um indígena local que só fala um pouco de castelhano!
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Chegámos a tempo de cozinhar uma pasta antes do anoitecer e fomos dormir as 7:30 pois estávamos exaustos da caminhada e da quase directa!
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Dia 2
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Despertamo-nos às seis e começamos a caminhar as 7:15, íamos bastantes mais leves, pois deixámos uma parte da comida no acampamento, porque o plano era baixarmos deste tepuy e ainda subirmos ao Roraima. Mesmo mais leve às oito da manhã já me sentia cansado e custava-me muito progredir no meio daquele caminho cerrado e muito desnivelado. Ao mesmo tempo que me tentava convencer que não estava cansado concentrando-me naquela célebre frase do alpinista "um pé à frente do outro" pensava também que o sofrimento nos ajuda a ver e a apreciar a vida de outra forma.
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Enquanto a subida se tornava cada vez mais penosa, as paredes estavam cada vez mais perto e envolvente tornava-se ainda mais espectacular. Do que víamos parecia-nos impossível subir ao tepuy, as paredes viam-se verticais e até com zonas extraprumadas, mas à medida que nos aproximávamos o caminho ia aparecendo como que por magia, começámos a subir de bloco em bloco entrámos numas fissuras gigantescas e aos poucos víamos a nossa caminhada de oito horas chegar ao fim. A parte final custou menos pois a motivação era superior ao cansaço. Ao chegar ao cimo do tepuy senti-me uma das pessoas mais privilegiadas do mundo e vi que todo o sofrimento que passámos não foi nada comparado com a recompensa!!! Chegámos a outro planeta, um jardim de pedra negra com todas as formas, pequenas cachoeiras e água por todos os lados, alguma vegetação verde que contrastava muito com o negro da rocha!
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É impossível descrever aquele cenário! Já viajei muito e nunca tinha estado num sítio tão mágico e virgem como este! O lugar ao mesmo tempo que é paradisíaco é inóspito e selvagem. Caminhamos um pouco mais e chegamos ao acampamento, um castelo de rocha que forma uns pequenos tectos que abrigam da chuva. Cozinhamos, comemos e embora tivéssemos muita vontade de explorar aquela paisagem acabamos por não fazer nada pois o cansaço falou mais alto. Os gringos regressaram de mais um dia de escalada e falaram-nos de blocos fantásticos com envolventes incríveis, motivando-nos muito para o dia seguinte! Há noite fazia demasiado frio e às oito fomos dormir!
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Dia 3
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O dia amanheceu chuvoso o Pemon disse que a culpa era nossa! Quando há muita gente e barulho no cimo do tepuy sempre chove, diz ele! O nome deste tepuy é indígena e significa se me sobes morres.
Ficamos todo o dia perto do acampamento a fazer pequenos passeios e um pouco de boulder. Andar perto do final do tepuy é incrível, existem enormes fissuras, caminha-se em fatias de rocha de 5 metros de largura e 100 de comprimento com precipício dos dois lados! Víamos o imponente Roraima à nossa frente e a grande savana em baixo até perder de vista!
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Nesta altura apercebemo-nos que trouxemos pouca comida e que a nossa roupa de verão era pouco apropriada ao clima rigoroso dos tepuyes! Eu só tinha umas calças, uns ténis, uma camisola e um impermeável fraquito!
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Dia 4

Sol! Trekking de uma hora e meia para chegarmos aos blocos mais incríveis que vi em toda a minha vida! Eu e o Miguel caminhámos mais um pouco, as formas das rochas são tão invulgares que ficamos viciados na sensação de querer ver sempre um pouco mais. Havia áreas enormes cheias de agulhas com alturas ate cinco metros, caminhamos com alguma adrenalina saltando de umas para as outras!
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Fizemos alguns blocos muitos bons, a rocha é super sólida e aderente. Com tanta fome que tinha passado sentia-me demasiado fraco para escalar, além disso estávamos a 2700 metros de altitude o que também não ajudava! De qualquer forma deu para desfrutar bastante, provámos um bloco super estético com uma saída dura e um pouco alta. O Miguel encadeou com alguma facilidade, eu depois de vários pegues e de comer qualquer coisa para ter um mínimo de energia também encadeei mas no limite e totalmente "cagao", quando se passa muito medo a realização é muito maior!
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As fotos que tirámos duvido que consigam mostrar o cenário que se vive lá em cima mas acredito que o filme dos gringos dê uma boa ideia! Eles filmaram a Gabi e o Cris neste bloco e pode ser que saia no filme. Também filmaram a Eilleen mas num bloco menos espectacular!
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Os realizadores de "First Ascent" e ''Dosage", respectivamente Peter Mortimer e os irmãos Lowell, juntaram-se para realizar um filme com Cris que fala muito da parte estética da escalada e das linhas perfeitas. "King Lines" é um dos possíveis títulos e as principais cenas serão na Califórnia, no Pontás (o famoso arco em Maiorca), nos Tepuyes, na Chilambalam na Andaluzia e numa via de sete largos de extraprumo no Verdon.
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No cimo do tepuy a paisagem é sempre diferente mas ao mesmo tempo é sempre igual, é muito difícil ter pontos de referência e o tempo muda em cinco minutos de sol para um nevoeiro cerradíssimo, por todos estes factores é muito fácil uma pessoa perder-se.
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Na caminhada de regresso o tempo mudou e embora ninguém se tenha perdido durante muito tempo todos passamos por essa sensação. Foi demasiado estranho, estávamos divididos em três grupos e por vezes um grupo que estava para trás aparecia à nossa frente como que por magia!
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Dia 5
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Dia perfeito de sol e frio, passeámos na parte da manhã e fizemos bloco a tarde. Todos decidimos que regressaríamos no dia seguinte, por isso não havia que poupar mais comida e tirámos um pouco a barriga de misérias graças à comida da outra expedição! Decidimos também que não iríamos ao Roraima, estávamos cansados, com muitas ganas de ir para o Brasil e não nos restava muito tempo. No fim do dia, como prenda de despedida, vemos um espectáculo divino, as nuvens a subirem a parede do Roraima fazendo lembrar uma queda de água mas no sentido inverso. Jantámos, ficámos um pouco a volta da fogueira e fomos dormir.
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Estes dias foram uma experiência muito enriquecedora, estar completamente isolado do mundo, sofrer com fome frio e cansaço. Tinha muita vontade de regressar mas a vontade de ficar era superior. Sentia tudo de uma forma muito mais intensa, um prato de feijão parecia-me a melhor refeição do mundo, uma pequena fogueira dava-me o conforto de um hotel de cinco estrelas!
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Dia 6 e 7
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Outros dois dias lindos de sol! Regressámos tranquilamente mas com algum sofrimento pois estávamos exaustos de tantos dias a caminhar, comemos bastante começando a recuperar algum do peso perdido. Quase todos, tirando os que se banharam em protector solar 50 todos os dias, estávamos completamente negros e a pelar pois o sol era muito forte devido à altitude.
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Em suma, as expectativas foram largamente superadas!
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Temos muito que agradecer ao Igor, o venezuelano que tratou de toda a logística da expedição gringa e que nos ajudou muito para que pudéssemos ir com eles. Também ficamos em dívida com a equipa de filmagem que nos recebeu muito bem e nos pagou quase tudo, desde guias, refeições, transporte, etc...
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Foi uma viagem inesquecível obrigada a todos Peter, Bratt, Cris, Lev, Jorge, Oliver, Igor, Gabi, Eilleen e Miguel.
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por Nuno Pinheiro
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Não deixem de passar pela página do Miguel para verem o resto das fotos:
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