terça-feira, janeiro 27, 2009

Morre lentamente...

Ruta 40. Argentina 2005
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"Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo...
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Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece...
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Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is"
em detrimento de um redemoinho de emoções
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
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Morre lentamente
quem não vira a mesa
quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto
para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida
fugir dos conselhos sensatos.
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Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
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Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige
um esforço muito maior que o simples facto de respirar.
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Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade."
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Pablo Neruda
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Foi no site do André Ataíde que encontrei este poema e não pude deixar de o colocar aqui!

2 Comments:

At 29 janeiro, 2009 03:40, Anonymous Psico said...

Pablo Neruda no seu melhor...;)

 
At 05 fevereiro, 2009 16:27, Anonymous acTz said...

O poema não é de Pablo Neruda: http://www.abc.es/20090111/cultura-literatura/muere-lentamente-falso-neruda-200901111836.html

 

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